terça-feira, 21 de junho de 2011

Tentativa parva e provavelmente falhada de reunir todos os esteriótipos do emigrante português.

Hoje sonhei com o futuro próximo! Lá vinha eu em plena autoroute com as fenêtras abertas, na minha linda voiture rebaixada, vidros escuros e um enorme escorpião no vidro de trás. Na rádio o "Meu Querido Mês de Agosto" e os putos lá atrás, sentados no meio das malas, das geleiras, dos chocolates que comprei para a família toda. E no retrovisor um terço e a imagem de Nª Sra.
Eu venho com um enorme fio de ouro, o cabelo curtinho mas com uma melena que me tapa o pescoço. Agora só falo "françuguês": David vien ici e passa-me aí a viande; Gabriel tu vas tomber... eu não te disse que ias caír!!! Vimos passar o mês na nossa maison na aldeia, uma bela maison com 7 quartos, 2 salas, 2 cozinhas, varandas a toda a volta e escadas exteriores. Com a pressa e assim que passo a fronteira e entro em Portugal, toca a acelerar com fartura que aqui não há cá multas como em França e em Espanha e até passo alguns fogos rouge que ninguém viu! Ah, adoro Portugal...
Mas afinal Portugal é um país de merda! As autorroutes são más, as da Suíça são muito melhores! E os portugueses não sabem conduzir. Se fosse na Suíça não esperava tantas horas para ser atendido no banco e no hospital. Na rua não há pubelas e está cheio de lixo no chão. Por isso é que atirei o saco de lixo que trazia no carro desde Paris, afinal isto já está tudo tão sujo que não se nota. O que nos vale é o sol.
Na Suíça não há sol e os suíços são racistas. A comida é cara e não presta para nada. O que vale à Suíça são os francos e as autorroutes para portugal. E agora está na hora de partir, é carregar o carro com vinho, bacalhau, presunto, maças, batatas, cebolas, Vinho do Porto (que a madame minha patroa gosta muito!), chouriços que não há disso lá nas montanhas!
Au revoir e até ao meu regresso!

Falhei algum (esteriótipo)?

domingo, 19 de junho de 2011

Divorciado.

Casei-me com ela em 98. Nunca foi uma relação fácil nem sequer consensual. Duas visões completamente diferentes do mundo. Posso afirmar que foi um casamento por conveniência e em 13 anos de vida conjunta, nunca me senti verdadeiramente confortável naquela situação. Mas enfim, a vida corre, o tempo escoa e fui ficando. Primeiro por medo de um futuro fora daquela rotina, depois por obrigação.
Não me esqueço da angústia que senti no dia do casamento, um sentimento forte e físico que me deixou doente. As mão tremiam, o peito apertava, a testa suada. Mas não havia como voltar atrás. Respirei fundo, enchi-me de coragem e fui em frente! Os primeiros meses foram intensos em sentimentos de ansiedade, repulsa, tristeza, depressão. Mas com os anos, um homem a tudo se habitua. Fiquei, mas sempre com aquele sentimento de que não pertencia ali. Nos momentos menos bons jurava que iria abandonar logo que pudesse. Tentei convencer-me que, com o passar dos anos, iria habituar-me ás condições daquela relação, iria encarrilhar e entrar na rotina mas o passar dos anos, da idade só me veio trazer mais certezas, mais vontade de sair e de mudar. Senti-me cada vez mais preso, mas agrilhoado, diminuido, oprimido.
Tentei sair em 2008 mas não consegui, a Lei estava contra mim. Em 2009 também. Voltava para ela contrariado, o coração apertado, o sangue a ferver, a vontade de partir tudo e fugir. Muitos foram os que me perguntavam porque queria abandonar uma relação de tantos anos, segura, consolidada. Menos os que me encorajaram. Estava furioso com tudo mas respirei e acalmei. Criei este blog e isso ajudou. Vivi estes últimos 3 anos na sombra mas agora acabou.
Casei com a tropa em 98. Treze anos depois estou, finalmente, livre!

Metáforas à parte: entrei para o Exército em 98, estava desempregado e vi ali uma saída. Sempre tinha dito que não queria nada com fardas... Tirei o curso de Enfermagem lá dentro, pago pelo exército e isso colocou-me perante um contrato obrigatório de 8 anos. Ao longo dos anos nunca senti que aquela farda me servisse, senti-me sempre um estranho áquela organização. Para se ser militar tem que se acreditar na organização e na ideologia. Eu nunca acreditei, ainda hoje não acredito. Senti-me muitas vezes frustrado e humilhado mas enfim, é a tropa. Cumpri a minha obrigação e agora é hora de partir noutra aventura. Não posso afirmar que foi uma perda de tempo. Se não tem sido essa a minha opção, não seria nunca quem sou hoje. Aprendi muito e cresci muito nestes 13 anos de exército mas raramente pelas melhores razões. Poderão dizer que o Exército me pagou o curso e me deu emprego e isso é verdade, mas acreditem que o que cobram depois implica juros muito altos: a nossa individualidade e a nossa liberdade. Para muitos isso vale pouco mas não para mim. Se algum militar me está a ler neste momento poderá ou não compreender o que digo. A maioria não compreende e sente-se traído por mim, por ter abandonado a "família militar". É uma pena, mas é compreensível à luz da doutrina militar.
Milhares de vezes imaginei este texto, este dia, o dia em que me veria dono do meu futuro novamente. Não espero que compreendam, todos vós que não conhecem a instituição militar por dentro, mas tinha que escrever isto numa espécie de comunicado ao mundo: estou, finalmente, LIVRE!

DE BORLA!

Parece que está na moda oferecer alfaces e tomates mas nós ESTAMOS A OFERECER LIVROS! Conheçam as BORLAS que estão no Asas para voar!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Estou além.

A novidade ainda não é oficial, foi um passarinho que me soprou ao ouvido... A ansiedade continua cá, apaziguada pela informação informal que tudo se irá resolver dentro do esperado e dos prazos. Mas, tal como Tomé, eu só acredito quando tiver o papelinho na mão!

Deparo-me agora com uma situação que já não vivia há muito, uma espécie de limbo, uma zona intermédia entre o meu passado e o meu futuro. Por um lado tenho de continuar a trabalhar nos sítios de sempre mas por outro, a minha imaginação já não está cá. A minha mente está noutra dimensão, mais à frente no tempo, imaginando o que vai ser, o que vai acontecer, traçando cenários no novo hospital, no novo serviço, na nova casa, no novo país. Como será falar francês todo o dia, todos os dias, como serei recebido e integrado na nova equipa, como será a adaptação ao clima, como será a nossa nova casa? Preocupo-me principalmente com a integração do Gabriel na nova escola com uma língua diferente, com o facto do David ter que ir para uma creche. Penso em tudo o que terei que fazer de novo lá. E estou entusiasmadíssimo com tudo isso!

Mas também tenho montes de coisas para resolver por aqui. Mas com isso não sonho.

Já não estou cá, estou além!

Ui ui ui!

Novidade da boa na praça! Finalmente.

I'll be back... soon!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desejem-me sorte, ok?

Ouço dizer muitas vezes que Portugal tem dos melhores legisladores do Mundo. Que as nossas leis são muito bem construídas, bem pensadas, melhor escritas. Então porque nos encontramos nesta situação, nesta Torre de Babel onde ninguém se entende? Muito simplesmente porque as leis são dobradas, torcidas, quebradas e ignoradas por quem tem o dever de as fazer cumprir. É por isso que quando vamos à Segurança Social ou às Finanças podemos obter várias respostas diferentes, tantas quantas o número de funcionários a quem coloquemos a questão. Porque as interpretações são dúbias, porque houve uma revisão da lei, porque sim, porque não estou para me incomodar com isso. E mesmo quando mostramos a lei e declamamos ipsis verbis o artigo ou alínea que nos interessa, mesmo assim recebemos como resposta "isso está errado". Temos a suprema arrogância de achar que as leis estão mal feitas, que não se adequam à realidade e, então fazemos como achamos melhor.

É assim com os pedidos de subsídio, na entrega de requerimentos, com as baixas médicas e com as licenças de maternidade. E é assim porque ninguém é verdadeiramente punido. E assim andam os papéis, empurrados de secretária em secretária, devolvidos à proveniência porque a linguagem está mal, porque o artigo está errado porque o papel é do Pingo Doce e o chefe exige que o documento venha impresso em papel Navigator topo de gama. E no final alguém decidiu negar o pedido porque sim. Contra a lei e os direitos de quem pede. Mas que se lixe o que está escrito, quem sabe disto sou eu e se não estiverem satisfeitos queixem-se.

E é por tudo isto que ando ansioso, frustrado, acagaçado. Porque entreguei o requerimento para sair da função pública no dia 6 de Abril e ainda não tenho resposta, porque sei por experiência própria que "eles" passam muitas vezes por cima dos nossos direitos levando-nos a batalhar por um direito que está descrito na lei e a perder tempo e dinheiro. E porque disso depende muita coisa, demasiadas coisas.

E assim peço-vos: desejem-me sorte!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Loucos, deveras!

"Esses Loucos que Correm" por Marciano Durán

Eu conheço-os.
Tenho-os visto muitas vezes.
São especiais.
Alguns saem de madrugada e empenham-se em ganhar ao sol.
Outros apanham o sol ao meio-dia, cansam-se à tarde ou tentam não ser atropelados por um camião à noite.
Estão loucos.
No verão correm, trotam, transpiram, desidratam-se e finalmente cansam-se... só para desfrutar do descanso
No inverno tapam-se, abrigam-se, reclamam, arrefecem, constipam-se e deixam que a chuva lhes molhe a cara

Eu vi-os
Passam rápido ao longo da alameda, devagar entre as árvores, serpenteiam caminhos de terra, trepam calçadas, fazem jogging na curva de uma estrada perdida, fogem das ondas da praia, atravessam pontes de madeira, pisam folhas secas, sobem montes, saltam charcos, atravessam parques, chateiam-se com os carros que não travam, fogem de um cão e correm, correm e correm.
Ouvem música que acompanha o ritmo dos seus pés, ouvem os padeiros e as gaivotas, ouvem os seus batimentos e a sua própria respiração, olham em frente, olham para os seus pés, sentem o cheiro do vento que passou por entre os eucaliptos, a brisa que saiu do laranjal, respiram o ar que vem dos pinheiros e abrandam ao passar em frente ao jasmim.

Eu já os vi.
Não estão bons da cabeça.
Eles usam ténis com ar e sapatilhas de marca, correm descalços ou gastam sapatos
Transpiram t-shirts, usam gorros e medem o seu próprio tempo.
Eles estão a tentar ganhar a alguém.
Trotam com o corpo solto, passam perto do cão branco, aceleram a seguir à coluna, procuram uma torneira para se refrescarem... e seguem.
Inscrevem-se em todas as corridas... mas não ganham nenhuma.
Começam a corrida na véspera, sonham que correm e levantam-se como as crianças no dia de Natal.
Preparam a roupa que descansa sobre uma cadeira, como fizeram na sua infância na véspera das férias.
No dia anterior à corrida comem massa e não bebem álcool, mas são recompensados com ousadia mal a competição termina.
Nunca consegui calcular-lhes a idade mas provavelmente têm entre 15 e 85 anos.
São homens e mulheres.
Não estão bem.

Começam em corridas de 8 ou 10 quilómetros e antes de começar sabem que não podem vencer, mesmo que faltem todos os outros.
Sentem a ansiedade antes de cada partida e alguns minutos antes do início eles precisam ir à casa de banho.
Ajustam o cronómetro e tentam localizar os quatro ou cinco a quem é preciso ganhar
São as suas referências da corrida: "Cinco que correm como eu."
Basta chegar à frente de um deles e será suficiente para dormir à noite como um sorriso.
Usufruem enquanto ultrapassam outro corredor... mas encorajam-no, dizendo-lhe que falta pouco e pedem-lhe para não abrandar.

Perguntam pelo abastecimento de água e ficam irritados porque não aparece.
Eles são loucos, sabem que têm nas suas casas a água que precisam, sem esperar pela entrega de uma criança que levanta um copo à medida que passam.
Queixam-se do sol que os mata ou da chuva que não os deixa ver.
Eles estão mal, eles sabem que há perto a sombra de um salgueiro ou o resguardo de um beiral.
Não as preparam... mas eles têm todas as desculpas para o momento em que atingem a meta.
Não as preparam... são parte deles.
O vento estava contra, não corria uma ponta de vento, as sapatilhas eram novas, o circuito estava mal medido, os que entraram à frente não deixaram passar, o aniversário de ontem à noite, a costura na meia sobre o pé direito, o joelho a trair-me outra vez, arranquei muito rápido, não deram água, no fim ia acelerar mas não quis.
Gostam de começar a correr e quando chegam levantam os braços , porque dizem que conseguiram.
Ganharam mais uma vez!
Eles não percebem que perderam para cem ou mil pessoas... mas insistem que voltaram a ganhar.
São invulgares.
Inventam uma meta em cada estrada.
Ganham a eles próprios, aos que insistem em olhar para eles desde a calçada, aos que os vêem na TV e aos que nem sequer sabem que existem loucos que correm.
Tremem-lhes as mãos enquanto furam a roupa para colocar os dorsais, simplesmente porque não estão bem.

Eu já os vi passar.
Doe-lhes as pernas, sentem cólicas, custa-lhes a respirar, sentem pontadas nas costas... mas seguem.
À medida que avançam na corrida sofrem cada vez mais desfigurando o rosto, o suor escorre pelas suas caras, as pontadas começam a repetir-se e, dois quilómetros antes da meta começam a perguntar o que estão ali a fazer.
Não seria melhor serem um dos sábios que batem palmas da calçada?
Estão loucos.
Eu conheço-os bem.

Quando chegam abraçam-se à sua mulher ou ao seu marido para esconder o puro amor à transpiração do seu rosto e do seu corpo.
Esperam-nos os seus filhos e atá algum neto ou mesmo o carinho de um avô que grita solidário quando eles passam a linha da meta.
Trazem uma placa à frente que pisca e diz: "Cheguei, missão cumprida!"
Apenas bebem água e molham a cabeça, quase se atiram para a relva para recuperar. mas depois param porque são saudados por aqueles que chegaram antes. Tentam atirar-se de novo mas param porque têm de saudar os que chegam depois deles.
Tentam empurrar uma parede com as duas mãos, levantam a perna desde o tornozelo e abraçam outro louco que chega mais suado que eles.
Tenho visto muitas vezes.
Estão mal da cabeça.
Eles olham com carinho e sem lástima o que chega dez minutos depois, respeitam o último e o penúltimo porque dizem que são respeitados pelo primeiro e pelo segundo.
Aproveitam os aplausos mesmo que venham no fim ganhando apenas à ambulância e ao tipo da moto.
Juntam-se em equipas e viajam 200 quilómetros para correr 10.
Compram todas as fotos que lhes tiram e não percebem que são iguais às da corrida anterior.
Penduram as medalhas pela casa para que quem os visite as veja e pergunte.

Estão mal.
"Esta é do último mês" dizem tentando usar o seu tom mais humilde.
"Esta é a primeira que ganhei" dizem eles, omitindo que as distribuíam a todos, incluindo o último a chegar e o polícia de trânsito.
Dois dias depois da corrida muito cedo já saltam por cima das poças, escalam as cordas, movem os braços ritmicamente, acenam aos ciclistas, batem as palmas das mãos com os colegas com quem se cruzam.
Dizem que poucas pessoas, hoje em dia, são capazes de ficar sozinhos - consigo mesmo - uma hora por dia.
Dizem que só mesmo os pescadores, nadadores e alguns mais.
Dizem que as pessoas não estão usufruindo tanto do silêncio.
Eles dizem que gostam dele.
Eles dizem que projectam e fazem balanços, que se arrependem e congratulam, que se questionam, preparam os seus dias enquanto correm e conversam sem medos com eles próprios.
Eles dizem que os outros inventam desculpas para lhes fazer companhia.

Eu já vi.
Alguns apenas caminham... mas um dia... quando ninguém está a olhar, animam-se e correm um bocadinho.
Em poucos meses começam a transformar-se e ficam tão loucos como eles.
Esticam-se, olham, rodam, respiram, suspiram e atiram-se.
Aceleram, abrandam e voltam a acelerar.
Eu acho que eles querem vencer a morte.
Eles dizem que querem vencer na vida.
Estão completamente loucos.

Uma bela e tocante homenagem a todos os que correm!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Matilha.

Anda tudo muito escandalizado com o vídeo da miúda a ser agredida enquanto alguém filmava. Obviamente que condeno todo e qualquer tipo de violência mas parece-me que se está a dar demasiada importância ao assunto. Afinal, segundo tudo o que tenho lido tratou-se de um "ajuste de contas" após a agredida ter insultado ou agredido o autor do vídeo, situação essa que indignou as suas amigas e que as levou a fazer justiça pelas próprias mãos.

Eu nunca andei à porrada com ninguém, não reajo a provocações e nunca senti necessidade de me defender fisicamente. Não gosto de violência, acho-a uma demonstração de inferioridade intelectual. Lembro-me perfeitamente de, num Verão durante as férias aparecer um "forasteiro" na terra, um desconhecido que logo conseguiu "sacar" uma das miúdas mais giras da terra. Isso foi muito mal aceite por um dos nossos, claramente cheio de ciúmes. E ele logo tratou de "mobilizar as tropas" para fazer a folha ao desconhecido. Os dias passaram e as sementes de maldizer logo floresceram para ódio e para sede de vingança. Ninguém sabia ao certo qual o motivo de vingança mas a vontade de andar ao soco era muita. Claro que nós seríamos talvez uns 10 contra um desconhecido...

Até que finalmente, numa noite já com algumas cervejas bebidas, o fulano apareceu no "nosso" café para namorar com a "nossa" miúda. E a tensão estalou quando um dos nossos provocou claramente o desconhecido que reagiu, legitimando assim o ataque da nossa matilha. Felizmente eu não sou de beber e, como já disse não gosto de violência. E coloquei-me ao lado do desconhecido e da sua miúda. Claro que me sujeitei a levar nas trombas juntamente com o outro mas o que aconteceu foi que a matilha desmobilizou. Rosnaram e ladraram mas foram-se embora. Fui ignorado durante uns dias mas depois aceitaram-me de volta. E quem não se lembra de ter assistido a uma "espera" à saída da escola onde um grupo se organizava para bater em alguém que tinha agredido ou insultado um dos seus elementos?

Acho que no caso do vídeo se passou algo semelhante: hormonas aos saltos, sentido de matilha (reparem que são duas contra uma) mas, acima de tudo, uma tremenda falta de educação! Aqueles miúdos não têm certamente um bom modelo em casa, não são "meninos de coro", nem os que bateram nem a que foi agredida. O facto de terem premeditado a situação, de terem incentivado a agressão e, ainda por cima a terem documentado e divulgado só demonstra que se tratam de miúdos estúpidos e muito mal educados. Reparem que os pais da agredida não apresentaram queixa e isso é sintomático. Enfim, é um mau exemplo mas acaba por ocorrer entre uma cambada de bestas acéfalas. O problema que se põe agora é: e se o nosso filho se vê numa destas situações? Sublinho que este exemplo não se tratou de bullying, uma vez que se tratou de uma resposta a uma agressão e como acredito que os bons pais não ensinam os seus filhos a insultar colegas de escola esse problema acaba por não se colocar, não nestas circunstâncias.

Se estivessemos num país decente e uma vez que a PSP já conseguiu identificar todos os envolvidos, a Justiça trataria de punir os agressores e reprimir este tipo de comportamento mas os bandidos que por aí andam (cada vez mais novos pelos vistos) já perceberam que isso é nos EUA.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

É uma Casinha portuguesa, concerteza!

Por incrível que pareça há por aí muita gente que precisa de fazer pela vida. Tudo bem, não se trata de um sonho tão nobre e tão atractivo como ir estudar para Bruges, para o prestigiado College of Europe, para tirar um Master of Arts in EU International Relations and Diplomacy Studies (com este nome até eu quero ir, que raio!) e levar o gatinho, mas por outro lado a maior parte das pessoas tem sonhos menos elaborados, menos sonantes e que não ficam tão bem em reportagens televisivas como, sei lá, encontrar uma fonte de rendimento porque se ficou sem emprego,não anda aí a aproveitar-se da boa vondade das pessoas, leiloando artigos que lhe são oferecidos e colocando o botãozinho "DONATE" na lista de links.

Então, resolvi sair da apatia criativa que sobre mim se abateu nos últimos meses para mostrar solidariedade para com uma amiga e para vos falar do blog dela. Um blog que vive do trabalho e da criatividade da autora, colorido, divertido e com propostas diferentes. Falo da Casinha da Matilde, visitem!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

E assim se vira à Direita num país de brandos costumes.

Como as crises revelam o pior que há nas pessoas.

As conversas de café giram em torno do FMI e da crise. E parece salientar-se um denominador comum no que toca a identificar bodes expiatórios quando já não há argumentos para classificar a actuação de Sócrates: os imigrantes. Os pretos, brasileiros, ucranianos. E isto choca-me. Porque se toma o todo pela parte. Se é verdade que os brasileiros são associados ao crime nocturno, não é menos verdade que a maioria será gente honesta e trabalhadora; se os ucranianos, russos, moldavos estão associados à máfia, a maioria será gente explorada por essa mesma máfia em vez de membros activos da mesma; os pretos, mais antigos, ajudaram a construir este país e julgo que a sua fatia na distribuição da culpa da crise em que nos encontramos não será a maior.

Choca-me mais ainda quando estas pessoas pertencem a um dos povos com mais representatividade em países estrangeiros! Afinal, há sempre um português em qualquer parte do mundo. "Ah, mas os portugueses são gente séria que vai para fora para trabalhar, não é para roubar." como se todos os outros povos viessem para Portugal para roubar a nossa imensa riqueza. Mas, na hipótese de eu estar enganado e se os pretos, brazucas e russos vieram para Portugal para roubar então já chegaram atrasados. Os ladrões, os verdadeiros, são portugueses. Afinal, não podemos deixar os nossos créditos em mãos alheias.


PS: como futuro imigrante não posso concordar com esta visão de quem larga o seu país para procurar o futuro num outro, com melhores condições que o nosso.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Guerra de Siglas

FMI acaba com TGV.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O problema está sempre no empreiteiro.

Cá está, eis que finalmente se concretiza algo que só os menos atentos julgavam impossível: é chegada a hora do FMI, ou do FEEF, o que na prática é a mesma coisa. Mas afinal que mecanismo é este?

Daquilo que tive oportunidade de ler o processo é parecido ao empréstimo bancário para a construção de uma casa (neste caso, da reconstrução da "casa dos tugas"!): o FMI/FEEF (insisto nesta dupla designação, não vá o Professor Aníbal ler este artigo e ficar zangado) vai libertando o dinheiro em várias fases. Uma primeira fase dá dinheiro para construir das fundações até à primeira "placa" da casa. Nesta fase, lá vem o avaliador do FMI/FEEF verificar a obra e, sim senhor, liberta mais dinheiro para a construção até à segunda "placa", momento em que volta o senhor dos euros verificar a obra e dizer, sim senhor, tomem lá dinheiro para terminar a barraca. E tudo seria simples, o banco empresta dinheiro que paga ao empreiteiro e o credor paga ao banco em suaves prestações até à véspera do seu funeral.

O problema nesta equação é, precisamente o empreiteiro ou seja o sujeito a quem nós entregamos o dinheiro para as obras. No caso em análise esse empreiteiro é o Sr. Engº José Sócrates. Logo à partida, há fortes suspeitas que o senhor se tenha indevidamente apropriado do título de Engº e logo, parece evidente que não deve ser muito competente neste negócio da construção de imóveis. E depois, os imóveis que o senhor projectou numa aldeia qualquer lá no norte também não abonam muito a favor da criatividade e eficácia do senhor. Mas nós, ao bom estilo português lá nos deixámos embalar no discurso meloso e na imagem de vitalidade e mudança e, pimba!, entrega-mos-lhe as rédeas do nosso projecto.

O fulaninho afinal não era empreiteiro nenhum e entrou o no esquema da distribuição do dinheiro por vários sub-empreiteiros em quem confiava. Falhou prazos, ultrapassou orçamentos, utilizou materiais do chinês e deixou a obra por acabar e o projecto finou-se. Culpou os sub-empreiteiros, claro! Ele foi só responsável pelo cimento e pilares e não pode ser responsável se os tipos da confragem falharam, se as loiças do WC não apareceram ou se a cozinha tem as portas empenadas! Nós ficámos agarrados a nada e a Banca mandou-nos à fava, fechou a torneira dos euros, subiu os juros do empréstimo por causa do nosso imcumprimento e certificou-se que mais ninguém nos emprestava ou, se emprestarem que o façam com juros típicos de uma qualquer D. Branca.

Lá vem então o FMI/FEEF. Mas como a obra está a meio e está tudo encravado já não há outro empreiteiro que pegue na obra do senhor Sócrates (que até, muito humildemente, se demitiu do cargo de empreiteiro mas sem antes garantir que vai concorrer ao cargo novamente) o dinheiro vai ser entregue ao mesmo empreiteiro que queimou todo o dinheiro, que falhou prazos, que estoirou orçamentos! Porra. Parece que há aí um novo empreiteiro que se prepara para assumir a obra, um tal de Sr. Passos-Coelho mas que também não deve ser muito bom porque diz que o seu trabalho nos últimos anos tem sido mais atrás da secretária, a fazer projectos e assim, e não percebe nada de construção.

O problema, no meio disto tudo, é dos empreiteiros. É isso e quando aparecerem os senhores do Cobrador do Fraque para reaver o seu investimento. Com juros.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Montanha-Russa de emoções.

Quando inicialmente coloquei a hipótese de sair do país, passaram-se dias de angustias, dúvidas, receios de estar a pensar nas coisas de um ângulo errado, de não estar a pesar todos os factores, da estratégia ser fraca. Depois de tomar, definitivamente essa decisão nada mais me poderia mudar de ideias. Durante a troca de correspondência com o Hospital para a minha candidatura nada abalou a minha fé que seria contratado. Mas assim que pus pé em solo suíço foi assolado por dúvidas e anseios. Que não pertenço ali, que talvez não seja o melhor passo para o futuro dos miúdos, que a cidade não me acolhe como me acolhe Lisboa. No momento em que entei no Hospital tive a firme certeza que estava no sítio onde sempre deveria ter estado.

Ontem recebi os documentos a preencher para a redacção do contrato bem como a lista de documentos que lhes devo enviar. É a concretização inequívoca de um desejo, a conquista do projecto sonhado. E eis-me aqui, preenchendo formulários e questionários, fazendo contas a ordenados recebidos, impostos e despesas, procurando casa na Internet e, ainda assim preso entre um sentimento de alegria, concretização e antecipação da saída e um outro sentimento indefinível, pequeno mas presente que me aperta o peito e que tento conscientemente afastar de mim...


Na verdade, este processo não é para fracos de espírito.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acontecimento de uma vida...

... este campeonato de futebol! Por uma vez na vida apenas se consegue ver um Clube aviar 5 golos sem resposta ao seu maior rival! E mais raro ainda é ver um Clube fechar as contas do Título em casa desse mesmo rival, na volta do Campeonato. Eu sou Portista porque tinha de ser, está escrito no ADN da nossa família. mas também o podia ser por escolha óbvia. Afinal tenho 32 anos e nesse mesmo período o FC Porto venceu 19 (!!) campeonatos. "Ah e tal, o Pinto da Costa e os árbitros e a fruta..." os argumentos dos aziados, ainda com a nossa superioridade entalada num lugar escuro e estreito, não colam: internacionalmente somos o melhor Clube português com 2 Ligas dos Campeões, 1 Taça Uefa, 1 Taça Intercontinental, 1 Supertaça Europeia e um dos clubes europeus com mais presenças na fase de grupos da Champions. Mas só isso não chega, não num pais com 6 milhões de benfiquistas e com uma imprensa que faz capas com declarações idiotas dos vários treinadores vermelhos e relega para um canto os feitos europeus do meu clube.

Mas nós somos O FC Porto, o melhor clube nacional, o mais organizado, o mais competitivo e hoje, hoje não há como desviar as atenções do que é evidente. O FC Porto veio a Lisboa demonstrar o seu poder, em casa do benfica. O benfica super-equipa, campeão antecipado, antecipado vencedor da Liga dos Campeões, o imbatível, o intransponível, o "ninguém pára o benfica". Se o Porto tivesse sido campeão noutro estádio qualquer estou certo que a primeira página de "A Bola" e "Record", traria a fronha do Jesus afirmando uma qualquer alarvidade sobre a superioridade do benfica. Mas, azar do caralho! O benfica foi atropelado no seu estádio! Levou um banho de bola como na primeira volta, podiam ter levado mais 2 ou 3, não fosse o Falcao estar desinspirado e perderam. E, vergonha suprema, entregaram as faixas ao seu maior rival no seu estádio! Nunca esquecerei esse momento! É nestes momentos que se os Grandes se agigantam. No ano passado a situação era a inversa. O benfica poderia ter sido campeão no Dragão. Não foi.

Vi o jogo no café da esquina da minha rua. Tenho quase a certeza que era o único Portista na sala. E que gozo meu deu ver os semblantes cada vez mais carregados perante a evidente superioridade do Porto. Que gozo meu deu os disparates verbalizados por aquela gentinha, esmagada pela antecipação da humilhação que os esperava no final do jogo. Limitei-me a sorrir para dentro, contive os meus festejos, não queria ferir orgulhos e havia muitos ânimos exaltados. Quando se apagaram as luzes do aviário soltei um "palhaços" num murmúrio demasiado alto que foi ouvido na mesa ao lado que vociferou contra mim.

Mas esse apagão foi muito mais que uma vergonha, do que uma atitude que todo o mundo hoje já viu e já comentou, que toda a Europa condena. Foi a metáfora daquilo que aconteceu ao benfica que foi apagado pelo FC Porto ao longo da época e naquele jogo em particular. Foi talvez o prenúncio das trevas (obrigado pela analogia ao Pinto da Costa) que se vão abater naquele estádio até ao final da época e, quem sabe...

Mas podem apagar as luzes de todos os estádios porque o brilho do azul-e-branco é sempre mais forte!!!


POOOOOOOOORTOOOO!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

A inevitável comparação.

Correndo o risco de parecer estar a "cuspir no prato" a verdade é que as condições que encontrei no hospital onde irei trabalhar, em Lausanne, estão a anos-luz da realidade portuguesa de qualquer hospital, público ou privado. Em infra-estruturas, equipamento e quantidade de pessoal. Se já estava motivado antes de conhecer o sítio, hoje estou ainda mais motivado e ansioso por começar a trabalhar nessa nova realidade. De maneira que, de uma forma que me parece legítima até porque já se vê a porta aberta par um novo futuro, não foi propriamente com a maior das vontades que regressei ao trabalho em Portugal, nas condições e com os meios que são conhecidos.

E eis que hoje, logo no meu primeiro dia de regresso ao trabalho nas urgências recebo a visita de uma "auditoria" por parte de alguns membros da "Comissão de Controlo de Infecção e Gestão de Riscos". Não haveria nada de estranho não fosse o facto de me ter encontrado perante 3 senhoras (enfermeira, técnica "qualquer-coisa" ambiental, e uma engenheira qualquer) que me massacraram a molécula cerebral com a distribuição dos sacos do lixo por cores: preto para lixo urbano, branco para produtos contaminados e vermelho para resíduos orgânicos contaminados. As senhoras passaram o tempo a vasculhar o lixo! Literalmente! "Aqui neste saco branco está um (UM!!) papel de limpar as mãos que devia estar no preto. Neste contentor de agulhar está uma lanceta para glicémia que devia estar no saco branco. Este caixote branco ao pé da torneira devia estar perto" numa atitude mais punitiva que pedagógica. Estes "técnicos do lixo" como eu lhes chamo estão preocupados com pormenores, com um aspecto que todos os técnicos estão carecas de saber. Afinal não é nada mais nada menos que separação de lixo! Mas as críticas surgem sem ter em conta o ambiente em que são feitas, com a inadequação do espaço de trabalho, com a falta de material, recursos ultrapassados e falta de pessoal.

Na verdade, esta atitude sempre me incomodou mas sempre a encarei com um encolher de ombros. Neste momento, depois de ter tido um vislumbre de uma outra galáxia de trabalho, estas coisas vão custar a engolir. Afinal, quem é que quer comer delícias-de-mar quando já se provou lagosta da boa? Vão ser longos dias de trabalho a partir de agora...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ipsis Verbis.

Não sou um tipo particularmente adepto do vernáculo mas admito que tenho os meus momentos putaquepariu. Aliás, esta expressão "putaquepariu" é mesmo a que mais vezes sai disparada pela minha boca antes mesmo que tenha tempo de a travar. Asseguro-vos que foram as agruras da vida que me ensinaram expressões tão pouco elegantes porque, aos meus pais, nunca os ouvi largar semelhantes impropérios na minha presença. Ora acontece que o Gabriel está na "fase esponja" aquela em que é capaz de absorver e debitar ipsis verbis tudo aquilo que ouve os pais afirmar. E tem tendência a preferir as coisas mais giras e gritá-las nas situações mais adequadas, ou seja quando tem público (leia-se amigos, visitas e nos corredores dos supermercados). Assim, optei por libertar as minhas frustrações no trânsito, nas filas do supermercado e a ver a bola com adaptações, digamos "infantis" da linguagem mais brejeira dos adultos. E agradeci a todos os santinhos quando ele, a brincar no parque, caiu e gritou... FÓNIX! FRUTA QUE FLORIU!!!

Lausanne.

Estive em Lausanne a semana passada, a tratar da vidinha. Cidade simpática, ordenadinha e limpinha ou não estive plantada do país dos certinhos. O Lago Léman dá-lhe um certo ar mediterrânico o que é de alguma forma acolhedor para quem viveu os seus melhores anos junto ao mar. Mas o que me surpreendeu foram... os cães!

Sacanas de bichos civilizados! Nos jardins podem andar sem trelas, num espacinho reservado para eles, andam todos à solta a cheirar os rabos dos seus parceiros caninos e nem sequer por uma vez os vi engalfinhados! Fui correr junto ao lago e lá andavam eles a passear junto aos donos ignorando completamente o atleta que, neste caso, está habituado a que lhe ladrem e corram junto dele com ar agressivo. Os cães entram nas lojas e nos cafés e ficam bem sossegados debaixos das mesas ou junto aos pés do dono.

Imaginei-me imediatamente com o Gastão... no jardim iria mijar em cima de todos os que etivessem deitados na relva, ia correr que nem um alucinado, iria cheirar insistentemente os cús dos outros, correr que nem um louco ás voltas na relva. E não iria voltar à minha chamada. Nos cafés o mais certo seria apoiar as patas da frente na mesa e tentar roubar a comida e, mais uma vez, marcar a sua presença com uma belas mijadelas na porta e nos pés da mesa. Enfim, um cão bem português!

Sim, fiquei tão impressionado com os cães suíços que o facto de ter sido contratado ao fim da primeira entrevista é algo que fica completamente em segundo plano...

segunda-feira, 28 de março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

Raptado.

Já passou mais de um mês desde o último texto que aqui escrevi. Para dizer a verdade, acho que esse último nem sequer contou! Se por um lado estou constantemente a lembrar-me do "Cheirinho a éter..." e de todas as pessoas que se dão ao trabalho de o seguir, não é menos verdade que, gosto de escrever o melhor que sei para todos os que gostam deste espaço. Não tenhamos enganos, este não é um espaço de mim para mim, é um espaço de mim para quem aqui vem e me acarinha.
Dito isto, a verdade é que ando completamente assoberbado pela jornada que entretanto se iniciou. O meu pensamento concentra-se em muitas coisas, assuntos mutáveis, planos sempre abertos. A minha energia gasta-se entre planear a ida, preocupar-me com o que fazer com as nossas coisas, e ainda ter vontade de vir trabalhar. O que não é fácil. Com a perspectiva de partir tudo o que está mal, o que corre mal parece ser ainda pior. Concentro-me em tentar que isso não interfira no meu desempenho. Por outro lado tenho investido muito do meu tempo no aperfeiçoamento do meu Francês (e com óptimos resultados, deixem-me gabar!) e como é desgastante passar 4 a 5 horas a marrar a gramática francesa 3 vezes por semana...
Entretanto aproxima-se um momento vital para o sucesso: uma entrevista. Pois é! Tenho já marcada uma entrevista de emprego para o final deste mês. No hospital que eu escolhi e onde gostaria de trabalhar, no serviço que eu mais gosto de fazer (Urgências, o que mais!). Estou super expectante mas também confiante que tudo vai correr bem. Por outro lado, isso significa também que vão haver decisões a tomar, trabalho a desenvolver, contactos a fazer, planificações a re-orientar.
Por tudo isto não tenho energia suficiente para escrever para vós. A minha mente foi "raptada" por todo este processo. As situações de que este blog se alimenta continuam a ocorrer mas, simplesmente, eu estou noutra frequência. Neste momento a minha vida só tem interesse para mim mesmo! Mas voltarei, é uma promessa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eu tive um sonho...

... muito estranho!
Aparentemente estava a apresentar-me para uma entrevista de emprego na Suíça, o ambiente muito sombrio, chuva e nuvens muito negras. Saio de um táxi e fico em frente a um edifício velho e sujo. Sou atendido por um fulano feio e seboso e digo que venho para a entrevista. Aparentemente não é ali, o taxista enganou-me. Mas enfim, aparece a responsável pelos Recursos Humanos do hospital que, sorte!, tem o seu escritório ali. Fico siderado quando me aparece esta fulana, com o seu sorrisinho cínico e a sua voz meiga. Diz-me que não é ali e saímos do edifício. Ela entra no carro e diz: "Siga-me" arrancando a toda a velocidade. Eu corro atrás do carro e, estranheza total, consigo acompanhar o ritmo porque há muito trânsito. Chegamos ao hospital que é um palheiro nojento com gente a gemer pelo chão. Apresenta-me a um fulano português qualquer que aparece na TV mas que não consigo identificar. Está ali para um tratamento facial. Depois sou entrevistado no quarto da senhora.
Eis que, de repente estou em... Paris?. Aparece-me um fulano qualquer a falar francês e subo para um escritório com vista para um parque. Estou a ser entrevistado mas, de repente, já não percebo nada de francês, já não entendo a língua e muito menos sou capaz de a falar! Vejo no parque uma velha amiga que entretanto emigrou para Barcelona a passear um carrinho de bebé. Nos jardins do parque há Pierrots a dançar...
Alguém aí que interprete sonhos? Aparentemente estou todo queimadinho...