quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ramadão

Ora bem, cá está ele, um período que em Portugal me passava completamente despercebido mas que agora é bastante evidente: o Ramadão.
Com a quantidade de colegas muçulmanos com quem trabalho é impossível não nos aperceber-mos. Hoje estou a fazer a noite e a nossa preocupação é uma colega de origem turca cujo limite para comer são as 3h35. Um quarto para as 4 da matina é o nascer do sol para os muçulmanos?! Agora pensem que estamos no Verão e a que horas o sol se põe e façam as contas a quantas horas de "noite" sobram para comer. E é muito bom falar com estas pessoas e saber que a maioria dos muçulmanos não são terroristas sanguinários kamikazes. É gente que se farta do ramadão, gente que quebra as regras e que dá uma dentadinha após o nascer do sol, gente que na verdade nem se importa muito de não comer, mas mais com o facto de não poderem ir tomar banho ao lago, não poder andar de mini-calções e t-shirt cavada, fumar e beber uma cerveja fresquinha.
É gente que tenta levar o ramadão até ao fim mas que desiste ao fim de duas semanas porque, afinal sim, Alá e o Corão são sagrados mas também não é preciso exagerar!

3 comentários:

Naná disse...

Tive contacto com os preceitos do Ramadão por conta dos muitos trabalhadores muçulmanos com quem trabalhei nas obras. Na maioria eram guineenses e sim, eles confessavam que por vezes era difícil...

Alima das Cartas disse...

Vivo com alguns muçulmanos e sei perfeitamente dessas panóplias que dizes...

Helena Barreta disse...

Deve ser difícil cumprir à risca com todos os preceitos.