segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Isto é capaz de ser o Alzheimer a falar.

Tenho sentido a crescer dentro de mim algo inquietante. Já aqui tenho falado de como na minha profissão dou de caras com o futuro "eu" todos os dias. A velhice. Mas nunca tinha sentido uma real inquietude relativamente ao meu próprio envelhecimento. Até agora.
A cada vez que recebo um velho confuso, lentificado, abandonado, emagrecido, desidratado, sinto-me incomodado, verdadeiramente. E depois pergunto-me: é para aqui que caminho? E não sei de onde isto vem, qual a razão do meu receio. Afinal tenho apenas 34 (35 em Março) anos. Ou se calhar porque já tenho 34 anos e ainda me lembro dos 24 como se tivesse sido ontem.  Que raios! 
E agora percebo: a minha preferência cada vez maior por roupas de cor, outra que o preto ou o cinzento, sobretudo no verão, o prazer de ir fazer ski mesmo que esteja um dia de merda ou snowboard apesar de cair como um doido, as corridas, o fitness e agora o judo (comecei há 2 semanas). Será tudo isto para me agarrar à minha juventude, para me preparar para a minha velhice? Ok, ok, também é para fazer boa figura no verão mas apercebo-me cada vez mais que as minhas motivações vão mais além. 
Merda, envelhecer é uma chatice e morrer também não vem nada a calhar. Principalmente com tanto mundo para conhecer. 

2 comentários:

Carla Isabel disse...

(vou dizer um palavrão)...a merda toda é quando isso mexe tanto que se torna em ansiedade- adivinha -EU!

gralha disse...

Podia ter escrito este post. Só me falta comprar um Porsche. Ainda não encontrei a beleza sublime da velhice, continuo a achar mais vantajoso ter uma cabeça e um corpo a funcionar decentemente.