quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fétiche.

Música. De uma forma geral, toda a gente gosta de música. Clássica ou moderna, pop, rock, jazz, soul, hip-hop, popular, pimba, fado, enfim, o que seja. Depois há aqueles que são conquistados pelas letras da canção e ou outros, cujo principal interesse reside na melodia.
Eu pertenço ao segundo grupo. O que me conquista, o que me chama a atenção numa canção é a parte melódica. Os riffs de guitarra, o ritmo do baixo, a percussão da bateria, a voz do cantor. Para ser conquistado por uma canção, ela tem que me envolver. Como, na maior parte das vezes, ouço música no carro, a canção tem que preencher todo aquele pequeno espaço, o baixo tem de se fazer sentir no meu peito, a guitarra tem de me fazer mover o dedo como se fosse eu próprio o guitarrista responsável por aqueles acordes. A bateria tem de ter o condão de mover o meu pá ao som da sua batida (o esquerdo porque o direito está no acelerador e não daria bom resultado!!). Nunca me importo com a letra de início. Trata-se de sentir a música em vez de a ouvir... Claro que depois, quando descodifico a letra, chego à conclusão que nem sempre as palavras fazem jus às emoções!
Depois, alguns pormenores fascinam-se. Um piano dissonante no meio da canção, uma batida descompassada, um solo de baixo, uma palavra dita fora do tempo, um grito, um "yeah" berrado ao microfone. Pequenos pormenores que, estando fora do contexto, enriquecem a canção. Por tudo isto eu tendo a preferir os álbuns live. Dos meus grupos favoritos, grupo em que pontificam os ENORMES Radiohead (vénia), os melancólicos Cure e os electrizantes Pixies (aplausos, aplausos) já só ouço as suas versões "ao vivo". Porque as suas canções são re-inventadas, onde havia um solo de piano aparece agora uma guitarra, o tom do cantor está acima ou abaixo da versão original, a letra nem sempre é a mesma e a energia anda à solta! Não há edição, percebe-se as pequenas imperfeições, os erros, os atrasos, a letra que se esqueceu. E são estes "imperfeições" que constroem os mitos!!
Por outro lado, aparecem por vezes canções de grupos mais ou menos conhecidos dentro da minha esfera de gosto musical que me conquistam à primeira audição! Não sendo potenciais clássicos, são músicas que me fazem sempre subir o volume do autorrádio ou do iPod. São as músicas-do-momento, fétiches musicais momentaneos que duram algum tempo para depois fartar, arrumar e substituir. Assim, a minha canção-fétiche do momento! Espero que gostem...


5 comentários:

Nuvem disse...

já tinha gostado dela no Blogonovelas :)
E sou como tu... a maioria das vezes, nas músicas que adoro, nem sei a letra.
Adoro a melodia, a voz do cantor... mas a letra, na maioria dos casos, é irrelevante para gostar ou não de uma música :)

Bjs

Ana C. disse...

Gostei muito da tua descrição acerca do teu gosto e ouvido musicais. Mas vai-te lixar Miguel esta música só consegue suscitar em mim vontade de me borrar nas calças. Medoooooooooooooo

Cindy disse...

eu tb sou assim, vou pela melodia!! adoro a musica nova dos muse, mas nem sei o que cantam!! este fez-me lembrar ozzy osbourne! tb gostei, parece que voltámos atrás década e meia!!
beijocas

Melissinha disse...

Lobe it.

Melissinha disse...

Mas, ao contrário aqui da malta, letra para mim é quase tudo.