quarta-feira, 22 de julho de 2009

Porque não me lembrei disso antes???

Ontem, numa festa de aniversário a anfitriã apresenta-me a uma amiga, leitora de vários blogs e diz-me:
-Esta minha amiga já foi ver o teu blog!
Eu:Espero que tenhas gostado!!
Amiga: Sim, é muito giro!!
Nisto, uma outra amiga chega e é informada pela outra:
-Este é que é o autor do blog que eu te falei, é cunhado da RM! Como o mundo é pequeno.
Amiga nº2: AH, sim!! O "Tintura de Iodo"!
Eu: (Risos) Não!! Por acaso não se chama "Tintura de Iodo" mas devo dizer-te que o nome é GENIAL!! Fantástico mesmo!
Amiga nº2: Ah, como és enfermeiro meti na cabeça que se chamava assim...

Como é que eu deixei passar esse nome? Podia chamar-lhe montes de coisas, relacionadas com enfermeiros tais como:
-Litros de Betadine
-Pús Malcheiroso
-Picadas de Enfermeiro
-A minha seringa é maior que a tua
-Baixe (ligeiramente) as calças
-O Vaselinado
-Soro em barda
Etc, etc, etc... mas nunca, NUNCA!! "Tintura de Iodo". Questiono-me se deva mudar.... É que "Cheirinho a éter..." é um bocadinho panisgas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Do Mar da Arrifana chegou este mimo!





Obrigado Naná!!






segunda-feira, 20 de julho de 2009

Só com convite.

Visito muito regularmente o site que faz a estatística deste humilde blog. A minha secção favorita desse site é aquela que referencia a proveniência de quem me visita. É assim que descubro quem são os meus seguidores inveterados e aqueles que vão aparecendo. Aqueles que são novos na lista são aqueles que vou visitar em primeiro lugar e já descobri blogs bem catitas! Mas há malta que chega através de blogs privados. Ou seja, blogs de gente que gosta de ler o meu blog ou que, pelo menos o "linkou" na sua página. E eu sou muito curioso malta. Convidem-me lá... vocês sabem de quem eu estou a falar!

Sem tirar...

Hoje ouvi uma expressão que já há muito não ouvia. Uma expressão que sempre me fez reflectir e que nunca fui capaz de bem compreender. Também nunca questionei ninguém acerca do seu real significado. "Dou duas sem tirar fora." é esta a expressão, associada ao auto-elogio da forte, longa e dura performance sexual do homem em questão. E isto causa-me uma dúvida essencial: como se quantificam essas duas? Qual é o critério para se dizer que se deu duas?
Primeira abordagem, do lado masculino: "dei duas sem tirar" significando que conseguiu ter uma primeira ejaculação, não perdeu a erecção e teve ainda arte e engenho para conseguir uma segunda ejaculação. Custa-me a crer. O pénis está programado para relaxar após a ejaculação, o sangue abandona os corpos cavernosos que, quando cheios conferem a dureza típica do pénis erecto, e vai irrigar outros órgãos que precisam mais dele. Mas custa-me essencialmente a crer porque eu não sou capaz de semelhante proeza!! E isso mexe com o meu orgulho masculino. E, a julgar pela quantidade de super-homens sexuais que apregoam as suas façanhas no domínio de técnicas para dar prazer ao sexo feminino (o vulgar "parti-a toda!!"), temo estar afastado de algum segredo do domínio masculino. Quando muito, eu fico todo partido...
Segunda abordagem, do ponto de vista da mulher: "dei duas sem tirar" significando que conseguiu oferecer à sua parceira o gozo de dois orgasmos sem que ele tenha ejaculado entretanto. Possível, mas mesmo assim difícil. Não sou mulher mas sei que o orgasmo "para elas" é muito mais elaborado e difícil de conseguir do que para eles. Ora porque é muito rápido, ora porque é devagar, um pouco mais para cima, um bocadinho mais para baixo, mais para a direita mas não tanto. Implica uma série de rituais pré-acasalamento que nem sempre o homem está disposto a seguir. Considerando que estes homens não me parecem o tipo de "jantar romântico com conversa interessante e preliminares durante uma horita", sendo mais o tipo "vira para cá a franga", é-me difícil de imaginar que alguma mulher tenha pelo menos um, quanto mais dois orgasmos. Sendo que os fingidos não contam.
E pronto, é isto que tenho para partilhar com todos vós. Mais uma reflexão de extrema importância que julgo ser maltratada pela comunidade pensadora e científica deste país.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Vazio.

Eu quero escrever. Juro! Estou a olhar fixamente para o teclado mas a minha mente só visualiza a minha caminha. E ainda falta tanto para o final deste turno...

Sem tempo.

Hoje não há tempo, não há vontade, não há texto. Hoje fiquei sem Internet e sem frigorífico. Entre horas de chamadas para as assistências técnicas, perdi o tempo que estava reservado para fins mais agradáveis. Perdi uma "meia-folga" entre fios do telefone, do computador, do frigorífico. Vim para o trabalho, o tempo parece fugir-me aqui também. Tenho o turno todo lixado. Uma velha grita, o velho do quarto ao lado quer sair da cama para a acudir. Passo o meu tempo entre estes dois e a outra que toca a cada meia hora porque o pé está fora do sítio. Tenho veias para picar, soros para perfundir, fraldas para mudar, comprimidos para dar a engolir, as pastas para escrever. Tenho um doente a morrer. Hoje não houve tempo para um texto como deve ser.
ADENDA às 17.30: o doente morreu mesmo...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Enfermeiro-Nazi

Sou um tipo (demasiado?) simpático. Normalmente não me irrito e tento ser agradável. Mas hoje fui invadido pelo espírito do Reich. O meu lado lunar revelou-se.
Impliquei com a Auxiliar do serviço logo quando cheguei, respondeu-me e, arrogantemente, terminei com a discussão. Os doentes estavam a entrar-me nos nervos e só por ser um bom profissional não disparatei com eles também. Os colegas levaram o mesmo tratamento durante a passagem do turno e deixaram-me curtir a minha "neura".
A coisa passou depressa pois não consigo estar mal-humorado por muito tempo mas, quando me salta a tampa consigo ser uma besta.
PS: a auxiliar "meteu as patas" e depois ultrapassou os limites da boa educação. Admito que tenha ficado surpresa porque normalmente sou mais "suave" mas tive que a colocar no seu lugar. Não estou arrependido.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Hoje sinto-me...

assim.

(Reconhecem o baterista? Dave Grohl rules!!! Fantástico.)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Finalmente!!!

Finalmente um caso suspeito de Gripe A nas minhas urgências!! Já não era sem tempo.

Sombras Chinesas.

Início dos anos 90. Uma pequena vila no Norte de Portugal. Não sei se se lembram, mas foi por esta altura que surgiu a febre da iluminação de todas as casas de Deus. Grandes, pequenas, na cidade ou no campo, todas as igrejas, santuários, capelas começaram a estar iluminados por potentes holofotes. Terá sido marketing da igreja católica? Não sei.
Mas escrevia eu. Estávamos no início dos anos 90 e nessa pequena vila onde morava existe uma pequena capela, no cimo de um pequeno monte (o monte do Sr. do Calvário. Porque será?) que preside a toda a aldeia, como um vigia da moral e dos bons costumes, um farol que ilumina os habitantes no caminho da santidade. Eu morava no sopé desse pequeno monte. Naquele tempo, o melhor do nosso ano era o verão! O calor trazia os amigos para fora das casas até altas horas da noite e a vila estava cheia de emigrantes. Franceses, alemães, suíços, mas também os lisboetas. Ficávamos na rua até de madrugada, na conversa e esperávamos até que a padaria fornecesse o pão quentinho para esse dia. Cerca das 5 da manhã comíamos pão de trigo quente com manteiga e cerveja!
Numa dessas noites, que acabou mais cedo, dirigi-me a casa com um amigo que vivia perto. No fundo do dito monte de santidade existe uma fonte. Parávamos sempre ali para aliviar a sede e queimar os últimos assuntos de conversa. A capela iluminada vigiava-nos do alto da sua austera moralidade. Encostados à parede fria da fonte, eis que vemos sombras a movimentarem-se nas paredes da capela. Ficámos alerta. Duas grandes sombras de formas humanas pararam na fachada do edifício. De mãos dadas, deu para perceber que era um homem e uma mulher. Ficaram assim por instantes e depois as sombras fundiram-se numa só sombra. Ficámos sem saber quem era quem. Largaram-se e ficaram de frente um para o outro. A sombra masculina esticou os braços em direcção ao céu e a feminina abraçou-a, colocando a sua cabeça com longos cabelos junto ao peito. Nesta altura estávamos já calados e imóveis.
A sombra feminina deslizou pelo peito da masculina, a sua cabeça estava ao nível da pélvis da outra, sombra masculina essa que colocou as mãos nos seus flancos, como um toureiro que provoca o touro. A sombra masculina iniciou uma série de movimentos cervicais que, ora afastavam ora aproximavam a sua cabeça da pélvis da sua congénere masculina. Logo nos apercebemos que não estava com certeza a dar-lhe cabeçadas, tal era a posição descontraída da sombra masculina, agora com o tronco curvado para trás.
Olhámos um para o outro e, sem trocar palavras, desatámos a correr pelo monte acima. Ambos com os músculos da face contraídos, num esforço para conter as gargalhadas que sabíamos estarem aprisionadas por ambos!! Ao abrigo da noite e das árvores, rapidamente alcançámos uma posição privilegiada para melhor observar os pombinhos. A identidade de ambos surpreendeu-nos uma vez que ele era um dos "betinhos" da terra, que nem sequer se misturava connosco e ela vinha de uma das famílias mais humildes da vila. Num impulso incontido, o meu amigo gritou um sonoro e subtil "MAMA!!!" que ecoou na noite. Ela desapareceu nas sombras por trás do edifício e ele estacou enquanto compunha as calças. Ficou petrificado!! Nós corremos pelo monte abaixo, com as lágrimas a correr pela face enquanto ríamos que nem loucos. Fizemos um cagaçal tremendo. No outro dia, toda a gente daquela rua falava dos delinquentes, dos drogados que tinham andado a correr aos berros pela rua abaixo!!
Os dois intervenientes desapareceram dos locais públicos durante uns dias, mas esse foi o assunto mais falado nesse verão!!
Moral da história: já ouviram falar de sombras chinesas?? Pronto, o princípio aplica-se a tudo, ok? A tudo.

domingo, 12 de julho de 2009

Desabafo.

A sala é pequena. Ao meio uma mesa com dossiers numerados, esferográficas espalhadas e o telefone que não para de tocar. Um armário com gavetas cheias de papeis. Numa parede um quadro branco dividido em linhas e colunas repleto de palavras escritas por mãos diferentes. Nomes, idades, diagnósticos, exames, cuidados a ter. Por cima um relógio que parece estar sempre parado.
Saio da sala e encontro-me num longo corredor com portas sucessivas. Cheira a merda. Cheira sempre a merda por aqui. Apenas estamos já tão habituados que julgamos que não. Um lamuriar constante preenche a atmosfera. Um gemido, uma cantilena dolorosa, um grito que quebra a monotonia para logo se calar. De onde vem esse murmúrio carregado de dor? Não sei bem, das paredes talvez. Do ar fétido, dos ocupantes. A luz que banha os quartos parece ficar de fora. Os quartos são pequenos, demasiado. Uma cadeira, uma mesa, uma cama. E nela deitado, um doente. Um corpo envelhecido e rígido. A sua pele é flácida, os seus olhos fixam o vazio. As suas mãos tréulas procuram uma corda que os tire do sítio profundo e escuro onde se encontram. Eu dou-lhe a minha mão por momentos e depois retiro-a. A mão agita-se no ar procurando novamente e eu saio do quarto.
Chegam as visitas, um coro de vozes, passos e portas a abrir toma conta do corredor vazio. O Colorido dura uns minutos e depois, tudo calmo novamente. Espreito para os quartos. A cama ocupada é como se estivesse vazia. O centro da visita parece ser a TV que debita imagens e sons durante todo o dia, para o vazio. Parece haver uma espécie de adoração daquele deus formatado. As pessoas olham para cima, absortas, dominadas. A mão trémula procura ajuda. Encontra-a apenas para ouvir "Adeus, até amanhã" mas parece que essa frase é dirigida ao aparelho.
As luzes apagam-se e os vultos tomam conta do corredor. O murmúrio continua, hoje e sempre.
Nas sombras vejo um dos corpos que saiu da cama e arrasta-se pelo corredor, curvado sobre a parede. Parece carregar o peso do mundo. A mão procura um apoio e agarra a minha quando lhe toca. Entro no quarto escuro e confino o corpo ao local a que ele pertence. Volto-lhe as costas. Volto para a sala, a luz aqui nunca se apaga.
(estou mesmo farto disto...)

Sou amigo de um serial-killer!!

Terminei a 3ª temporada desta série ontem!! Eu, que gosto de séries e sigo umas quantas, confesso que esta é a série que mais gosto actualmente. Dexter é um serial-killer que trabalha na polícia como analista de padrões de sangue. Durante a noite persegue e mata os assassinos que a polícia deixa escapar. Não o faz por um sentimento de justiça mas por uma compulsão interior que o persegue e que o leva a matar, uma necessidade que conduz toda a sua vida.

O mais interessante nesta série, para além do protagonista ser um serial-killer frio e calculista, é o facto de o espectador (eu, pelo menos!) construir uma empatia com um assassino, vibrando com as suas vitórias e temendo por ele quando as coisas correm mal!!

É também muito interessante de seguir a evolução da personalidade dele ao longo das temporadas e como isso vai criar confusões e conflitos interiores. A não perder!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Olha-me estes!!!

O que está errado num quadro onde um Angolano e uma Romena tentam contrariar um Português (eu, ainda por cima!) acerca da forma correcta de escrever uma palavra Portuguesa?

Treme-treme

Porque será que se produzem tantas conversas de elevado nível durante a hora de almoço, no trabalho? Para dizer a verdade, já nem me lembro de tudo o que falámos pois o último tópico de conversa foi de tal forma avassalador que ofuscou tudo o resto.
Então, falávamos nós de qualquer coisa (sexo, provavelmente) quando uma querida colega minha sai-se com esta:
-Então e já ouviram falar do anel?
(eu) -Isso não é um método contraceptivo?
-Não, é um anel que se coloca no pénis do homem!
-Ahhhh, sim claro! Da Durex ou coisa do género, que tem um vibrador pequenino!
-Já experimentaste?
-Não. Mas já vi isso à venda.
-Não compres. Não resulta.
(silêncio, ela cora ligeiramente e compõe o ramalhete da seguinte forma:)
- Aquilo fica tudo a abanar. Não se consegue...
(nesta altura eu já ria desbragadamente!!)
- Olha!! Não aconteceu nada mas rimo-nos toda à noite à custa disso!!!
Claro que no resto do turno só tinha na minha mente a imagem "daquilo" a tremer ou a abanar como se de uma mangueira sob pressão solta se tratasse! "Desculpa, foi ao lado. Deixa-me tentar outra vez. Oi, não foi desta. Espeeeera, pronto, já está!! Afinal não..." enquanto ela ria à gargalhada!
A propósito, é possível ter sexo enquanto um dos intervenientes treme fininho e o outro ri até às lágrimas?
À minha colega: eu avisei-te que ia escrever!! Beijinhos...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Divagações ao volante sobre a não existência.

Se há um período de tempo em que dou por mim a reflectir nos mais variados aspectos da minha vida, é no período de tempo que perco a conduzir nas deslocações casa-trabalho ou trabalho-trabalho. Normalmente dou por mim a pensar ou no trabalho, ou na família, ou muito simplesmente a reflectir sobre a letra da música que estiver a passar na rádio. Há uns dias atrás, após um pequeno susto com um carro que mudou de faixa sem aviso dei por mim a pensar na Morte. O que é estranho é que, convivendo eu de perto com a Ceifeira, nunca tenha dado por mim a reflectir realmente na morte, no exacto momento em que a máquina pára e a vida se apaga.
Inconscientemente levanto o pé do acelerador. Não me preocupa o impacto, o momento em que o meu corpo é desfeito. Tenho quase a certeza que isso será indolor. Uma luz ou o negro e o fim, sem dor. Mas penso no depois. No meu filho, na minha mulher, nos meus pais e irmão e em todos os que me conhecem. Penso nos meus seguidores no blogger e nas velhas do hospital. Penso em não existir e isso deixa-me angustiado. A morte súbita angustia-me.
Depois tento imaginar uma vida cheia, feliz e longa. E imagino um velho Miguel deitado numa cama na sua casa soalheira. Os filhos e os netos (e talvez os bisnetos) a sua volta, com lágrimas nos olhos mas sem mágoa. Morro mas digo-lhes que vivi, que os amei e que me senti amado por todos. Visitei os lugares que quis, sempre com a Mariana ao meu lado e rimos. Rimos muito juntos! Também discutimos e amuámos um com o outro. Mas fomos felizes. Se há alguma ideia do que é o sucesso, para mim é morrer rodeado daqueles que amo. E poder dizer-lhes "Parto sem mágoa. Queimem o meu corpo. Juntem-se e vão espalhar as minhas cinzas no meu lugar favorito. Alegrem-se nessa hora." Depois fecho os olhos. E só imagino o negro, o vazio. E esta não-existência angustia-me.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Movimento Separatista Capilar.

O meu cabelo tem personalidade própria. É escuro e farto, forte e ondulado e tem jeitos. Montes deles. Gostava de o usar comprido mas cedo descobri que, associado ao aumento do comprimento vem também um perigoso aumento do volume o que leva a que ele ganha aquela forma e consistência afro, que faz lembrar um frondoso manjerico que repousa no crânio de onde saem as maiores alarvidades. Na lateral da tola, logo por cima das orelhas, ele espeta-se e empina-se tornando perigosa qualquer abordagem lateral à minha pessoa, sob pena de ficarem com um olho vazado por algum pelo mais rebelde. À frente, logo por cima da testa ele encastela, forma uma muralha alta e enrolada sobre si própria, como de uma onda gigante se tratasse. Pensei num penteado rockabilly mas, calculando os gastos que iria ter em gel fixante e laca, iria gastar dinheiro suficiente para comprar um pequeno monte alentejano. No resto da parte superior da cabeça fica deitado. Caído como um campo de milho pisado por um bando de putos traquinas. Por mais que tente ele recusa-se a mudar de posição. Já tentei aqueles penteados super-cool, com aquele ar despenteado-mas-penteado-por-um-profissional mas nenhum gel fixante ultra-super-mega-forte efeito molhado é suficientemente forte para manter o resultado por muito tempo. Quando saio do banho ainda consigo dar-lhe um ar mais ou menos decente, mas com a seca vem forma original. Às vezes acordo com aquele tufo de cabelo que teima em não ocupar o seu lugar na ordem geral do resto do cabelo (o chamado "peido"). Durante anos tentei domar aquele fervor separatista com as mais variadas técnicas. Não consegui e desisti. Por isso, quando hoje chego ao trabalho com aquele peido levantado mesmo no cimo da tola, já ninguém presta muita atenção. Também já tentei usá-lo curto, muito curto. Mas isso não resulta com a minha face comprida em forma de pepino (a minha mãe jura que não foram usados fórceps no parto, mas tenho as minhas dúvidas) e com estas orelhinhas saídas em forma de uma pequena folha de couve que teimam em sair do conjunto coeso e apertado do resto das suas irmãzinhas, o quadro não é animador.
Por isso tento ser fiel ao mesmo cabeleireiro. Sempre evito ter de descrever o que pretendo de cada vez que o vou cortar, o que tem de acontecer a cada 3 semanas, para evitar o crescimento do tal manjerico afro. "É pente 3 nas laterais e em cima é desbastar e cortar a um comprimento de cerca de dois dedos. Não deixe a poupa mais comprida. Eu sei que está mais comprida agora mas não tenho culpa que o meu cabelo tenha vontade própria e algumas regiões com impulsos independentes". Assim chego, sento-me e peço "o costume".

Casa vazia.

Deixei a Mariana e o Gabi no aeroporto. A casa está estranhamente silenciosa...
Reclamo por vezes pelo "meu tempo", "meu espaço" que, entre os empregos e a família, não têm muito espaço e hoje, e pelos próximos dez dias é isso que tenho. Porque será que não estou nadinha entusiasmado? Faltam-me eles.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vendidos!!

Pronto. Pegou a moda. Mas também, quando se publicam livros que versam sobre a vida e obra do Mourinho, do CR(agora)9 e outras personagens do futebol, era de esperar que qualquer blogue desse em livro. Começou com o "Meu Pipi" e foi sempre a descer depois disso.
Mas, se é um blog, qual é a vantagem de se imprimir um livro quando se pode ler o seu conteúdo inteiramente grátis na internet? Um livro? É gasto de dinheiro, tinta, papel, cola, de recursos humanos. Qual a vantagem? Nenhuma. Um livro pesa e ocupa espaço e a net está disponível em todo o lado.
A blogosfera está vendida. É o poder do dinheiro a corromper a pureza dos bloggers, a inocência dos seus autores. É o establishment a tomar de assalto um mundo que é (era?) só nosso. Estou muito triste...
...por acaso não há por aí nenhuma editora que queira publicar o "Cheirinho..."? Não? Ok, ok... sim, eu percebo, ainda estou cá há pouco tempo. Mas o meu mail está ali em cima, logo depois da descrição do perfil. Sempre ás ordens, senhores das livreiras... ah, é que isto, vendido nos hospitais portugueses, saía que nem pãezinhos quentes! Nem assim... bolas!

domingo, 5 de julho de 2009

Livronatromba.com

Após resistir a inúmeros convites para me inscrever no "Facebook" eis que capitulo após o argumento inabalável de uma colega de trabalho: "Actualmente, senão tens um perfil numa qualquer rede social da internet, seja o hi5, facebook ou outra, é porque não existes!"
Ora, eu como gosto muito de existir e porque (nunca fiando) alguém pode ter dúvidas disso, lá me registei no Facebook. Porquê no "Facebook"? Porque alguém me disse que o hi5 era para os os putos, os teens. Só por isso...
Engraçado porque o programita encontrou logo 2 ou 3 pessoas que por acaso eu até conheço! Só é pena que não tenha a mínima vontade de voltar a falar com elas.
Agora não sei o que faço com aquilo...

Roteiro Gastronómico?

Logo que entrámos vi um belo borreguito assado na brasa com umas batatinhas novas a acompanhar. Logo depois, um cabritinho no forno com arroz na caçarola de barro. Um pouco mais à frente, uns belos secretos de porco preto, logo seguidos por uma bela canja de galinha, arroz de pato e coelho à caçador. Para terminar, uma enorme e suculenta costeleta de vitela grelhada, mal passada e a sangrar!
De cada vez que vou com o meu filho à Quintinha Pedagógica, ver os bichinhos, venho de lá com uma fome...