domingo, 1 de março de 2009

To Bimby or not to Bimby...

Ontem fomos finalmente apresentados. Não naqueles encontros programados, com direito a assessor de imagem que revela que o produto é irrecusável, não por deus, mas num jantar de amigos informal onde foi ela o elemento central. Um casal amigo levou-a para casa e está agora rendido aos seus encantos.
Primeira impressão, "Fraca figura" pensei. Pequena, sem graça, muitos botões. Uma espécie de batedeira hi-tech. Logo a orgulhosa dona se prestou a demonstrar as maravilhas que ela é capaz de produzir. Massa para quiche em poucos segundos. Bolo de maçã em minutos. Um belo sumo de frutas em momentos. Além, claro, de me por a folhear a bíblia culinária. Ah! E lava-se praticamente sozinha.
Não posso dizer que não gostei, mas também não adorei. Será certamente útil, poupar-nos-á tempo com certeza, mas não me parece que seja indispensável. Ainda não sou devoto da Bimby, o que será entendido como sacrilégio por alguns de vós!! Sintam-se livres de me apedrejar, adoradores dessa Deusa da cozinha mas, a mim só me convencem no dia em que existir uma maquineta onde eu me limite a depositar os ingredientes e ela me apresente o produto final, pronto a consumir, sem mais delongas intermediárias! Mais, a minha versão da Bimby é humana e chama-se... Jamie Oliver!! Isso sim, esse é que é uma máquina! Liga-se e passado pouco tempo estamos a comer verdadeiros manjares sem nos chatearmos com nada.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Throw back your head and kiss it all goodbye!

Prestem atenção à música ou leiam a letra...




Doing the Unstuck, The Cure


it's a perfect day for letting go
for setting fire to bridges
boats
and other dreary worlds you know
let's get happy!
it's a perfect day for making out
to wake up with a smile without a doubt
to burst grin giggle bliss skip jump and sing and shout
let's get happy!

but it's much to late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

it's a perfect day for kiss and swell
for rip-zipping button-popping kiss and well...
there's loads of other stuff can make you yell
let's get happy!
it's a perfect day for doing the unstuck
for dancing like you can't hear the beat
and you don't give a further thought
to things like feet
let's get happy!

but it's much too late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

kick out the gloom
kick out the blues
tear out the pages with all the bad news
pull down the mirrors and pull down the walls
tear up the stairs and tear up the floors
oh just burn down the house!
burn down the street!
turn everything red and the beat is complete
with the sound of your world going up in fire
it's a perfect day
to throw back your head
and kiss it all goodbye

it's a perfect day
for getting old
forgetting all your worries
life
and everything that makes you cry
let's get happy!
it's a perfect day
for dreams come true
for thinking big
and doing anything you want to do
let's get happy!

but it's much too late you say
for doing this now
we should have done it then
well it just goes to show
how wrong you can be
and how you really should know
that it's never too late
to get up and go

kick out the gloom
kick out the blues
tear out the pages with all the bad news
pull down the mirrors and pull down the walls
tear up the stairs and tear up the floors
oh just burn down the house!
burn down the street!
turn everything red and the beat is complete
with the sound of your world going up in fire
it's a perfect day
to throw back your head
and kiss it all goodbye

Ainda o Courbet, esse porco, pintor de quadros pornográficos.

Fiquei indignado com tudo o que aconteceu em Braga, desde os protestos inquisitórios da populaça (burn witch, burn!!) até à actuação desastrada (e inconscientemente apoiante da indignação dos populares) da PSP no caso do livro com a capa do quadro "A Origem do Mundo", mas não fui capaz de traduzir essa indignação por palavras.
Em conversa com um amigo ele dizia-me que, os pais que tão revoltosos ficaram com a imagem, que não é mais que anatomia feminina pura, são os mesmos que encorajam os seus filhos a ver os Morangos com Açucar com toda a permissividade e promiscuidade subtil que é vigente nesse programa televisivo. Eu não vejo os Morangos mas não me custa a acreditar neste facto.
Contudo, hoje encontrei uma análise a toda esta situação que vai um pouco mais além e encontra razões codificadas na nossa sociedade que melhor explicam este fenómeno. Leiam e reflitam.

Mais "Coisas que me fazem sorrir!"

A M. também me mimou com este selinho adorável (ou não tivesse a imagem das minhas personagens favoritas!) e isso dá-me uma razão para escrever aqui mais "Coisas que me fazem sorrir"!!!
Vamos lá embora:
- Avós e netos a brincarem juntos
- Sair do hospital ás 8 da manhã, depois de 16 horas de trabalho, e ver o sol já radioso, e sentir o calor na face
- Chegar a casa e o meu filho correr na minha direcção e dar AQUELE ABRAÇO.
- À noite, chegar a casa e observar a M. (não é a M. que me desafiou!!) num sono profundo e descansado.
- O recibo de pagamento no mês do subsídio de férias. E de natal!
- Ouvir, inesperadamente, na rádio uma canção que me tenha marcado e pensar: "Já nem me lembrava disto!"
- Vestir roupa que estava arrumada no roupeiro e encontrar uma nota perdida num bolso!
E é isto!!
Obrigado pelo miminho!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Consultório sexual.

Gosto de saber de onde aparecem os visitantes aqui do sítio. Normalmente vêm recomendados pelos meus mais ilustres parceiros (leia-se bloggers que me referenciam!) mas também aparecem assim, sem aviso e completamente equivocados. Vem isto a propósito da pessoa que chegou ao meu recanto virtual através de uma pesquisa no "searchaol", que nem conheço, pela seguinte frase: "tenho fecaloma sera que posso dar o cu".

Ora bem, o cliente deve ter ficado satisfeito em saber que sou um expert no que diz respeito a bolas de bosta empedernidas que teimam em permanecer no recto, conforme descrito num post anterior.
Meu caro (não sei porquê, mas acho que deve ser um homem), teoricamente e do ponto de vista técnico, não existe nada que o impeça de ser penetrado por via rectal com a presença de fecalomas. Na verdade, poderá juntar o útil ao agradável (atente que este "agradável" é apenas uma figura estilística e não uma preferência deste que se assina) se começar o acto com a retirada dos fecalomas. Esta faz-se com recurso a um (ou mais) dedos introduzidos no recto, dedos esses que puxarão os ditos para fora. No seu caso, parece-me que aguentará que o parceiro introduza toda uma mão na ampola rectal, aumentando assim o prazer (que como certamente saberá, está no diâmetro introduzido e não no comprimento) e a eficácia do tratamento. Por outro lado, se preferir "apimentar" este acto terapêutico poderá utilizar outros utensílios, que poderão ser óptimos brinquedos sexuais. Por exemplo, uma pinça para saladas! Como tem as extremidades redondas é relativamente segura, pode aumentar ou diminuir o diâmetro do recto ao gosto dos intervenientes e facilmente agarra as pedrinhas de caca. Outro exemplo é o tubo de um aspirador. Retira a parte metálica e introduz o início plástico do tubo, ligando depois a sucção. Talvez obtenha melhor resultado e prazer se arranjar um Rainbow (aposto que nunca nenhum vendedor da Rainbow se lembrou deste tipo de utilização!).
Se o meu caro leitor for um malandreco e desejar "to take a walk on the wild side" gozar da penetração anal mesmo com os fecalomas ainda no recto, o seu parceiro sentirá mais resistência à penetração e o penetrado sentirá uma pressão adicional em todas as vísceras abdominais, o que poderá resultar em cólicas seguidas de evacuação provocada das fezes acumuladas acima dos fecalomas e isso, penso, poderá arruinar o "ambiente". Contudo, e considerando que a ocorrência de fecalomas é mais prevalante nos idosos, o meu caro leitor já não vai para novo e este é o meu melhor conselho: tenha lá juizinho, sim? Obrigado e volte sempre.

Sorrisos

Um miminho da Sanxeri! Obrigado!
Implica dizer 7 coisas e 7 blogs que nos façam sorrir. Então cá vai:
- Adoro o Calvin & Hobbes. Sou fã há muitos anos e tenho quase toda a bibliografia!
- O meu filho. Sorrio só de pensar nele!
- O sorriso da M.
- A perspectiva de ganhar o Euromilhões!
- Férias!
- Viajar
- Um velho CD de qualquer um dos que comprei há 10 anos atrás! Trazem sempre à lembrança velhos sorrisos!
Passo a todos os autores dos blogues que sigo, de uma maneia ou de outra, fazem-me sempre sorrir!!

Diferenças.

Repararam nas diferenças aqui no bloguezito?
Pois é. McSleepy era um nome assim... como dizer... parvito! Era apenas uma referência ao meu imenso gosto por dormir ("cú-de-sono" como, tão carinhosamente diga-se, me apelida a M.!) e a foto do boneco já me chateava.
Olá, o meu nome é Miguel C., bem vindos ao meu blog.

A cabeça em água.

Quem segue este blog assiduamente (bem-hajam por isso!) facilmente percebe que as coisas no "mundo real" não estão lá muito radiantes.
Desde o início deste ano que retomei uma actividade que sempre gostei muito: a natação. Não sou um profissional nem sequer alguma vez tive aulas. Contudo, "safo-me" bem dentro de água! Originalmente tomei esta decisão por razões óbvias: o físico! Não é que estivesse gordo, felizmente tenho um óptimo metabolismo, mas porque me sentia em baixo de forma, cansaço fácil, respiração ofegante ao subir meia dúzia de escadas. E notei isso com o aumento das exigências do meu filhote, agora com quase dois anos!!! E assim foi.
Hoje, aquela hora que passo na piscina revela-se muito mais que simples exercício físico. Na verdade, considero aquela vulgar hora do meu dia como uma terapia para serenar os meus ânimos mais exaltados, a tempestade mental que vigora, já à alguns dias, no meu cérebro, a minha impaciência face aos outros, a minha irascibilidade, a minha falta de vontade. Aquele é tempo onde só estou eu... comigo. Aparentemente, a água limpa a minha cabeça de tudo, o bom e o mau. Sou só um corpo na água. A minha mente está apenas e só concentrada em controlar a respiração, controlar e melhorar cada movimento de braços, corrigir a posição das pernas, a intensidade das braçadas, o momento em que mudo de direcção. É ela que me incentiva a percorrer mais uma piscina quando os braços já latejam de cansaço, quando engulo um "pirolito", quando o oxigénio me foge. É comum dar por mim a pensar em... nada.
Sinto a falta desse vazio mental, dessa hora vazia, quando o trabalho não me permite. Aquela é uma hora só minha. Nem do trabalho, nem da companheira, nem do filho, nem do blog, nem do cão, nem das contas para pagar, nem dos projectos futuros que estão em stand-by, nem dos doentes, nem do arranjo que o carro precisa, nem dos pais, nem dos sogros. Nada, ninguém, só eu... e a água!
Por incrível que pareça, hoje estou mais disponível, mais desperto, menos irritável e irritado. Não estou cansado. E isso melhorou muita coisa. Tenho mais disponibilidade emocional para o meu filho (que merece que eu esteja sempre no meu melhor) e para a M. (que merece que eu lhe dê o apoio que ela precisa e merece, nestes tempos conturbados) porque, no final, são eles que importam. E depois, também estou mais magro, menos barriguinha, músculos mais tonificados e isso, caros amigos, faz toda a diferença!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

??!?!?!???!?!!!!!????!!!??

Isto é a prova da pequenez que ainda existe em Portugal. Resquícios do período Salazarista? Talvez, talvez...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Somos o que fazem de nós!

Mais um post inspirado pela Ana C. Tu inspiras-me. Obrigado.
Os blogues, a Internet. Neste mundo é mais normal o anonimato, as pessoas esconderem-se atrás do ecrã, do teclado. A exposição pessoal em sítios acessíveis a todos, sem controlo não costuma ser muito normal. Existe ainda o medo da exposição.
Eu, no que me toca, utilizo o anonimato ou, neste caso, um nome falso com uma foto de um objecto porque este blog pretende ser um local onde eu me expresso de uma forma leve, livre de pretensões e de segundas intenções. O anonimato, neste caso, permite-me a liberdade total e isso aumenta a minha criatividade. Por isso, são muito poucas as pessoas que me conhecem pessoalmente que sabem da existência deste blog.
Por outro lado, o anonimato e a falta da imagem real de quem escreve no blog leva sempre a que cada um de nós imagine a pessoa por trás dos textos de uma forma muito própria, que decorre directamente de como os textos nos atingem. É um bocado como nos filmes adaptados de livros. Eu, quando vi o primeiro filme do "Harry Potter" fiquei, digamos desiludido, com o aspecto do Professor Snape. Da leitura um tinha imaginado um personagem bem diferente, mas alto, mais magro, ainda mais maquiavélico e hipócrita do que o actor o tornou.
Quando um blogger revela uma foto sua, ainda que esta seja desfocada ou de alguma forma alterada, há sempre algo em nós que fica surpreendido. Eu gostaria bem de saber qual a imagem que os meus (poucos) leitores têm de mim, seria bem giro!!!
A ti Ana, que nos mostraste um pouco mais da tua imagem eu digo: G'anda mulher!!!"

Serviço Público.

Mendigos. Todas as grandes cidades os têm. Não vou estar aqui a dissertar sobre as razões que levam alguém a pedir na rua, a sujeitar-se a viver da boa vontade de estranhos, a rebaixarem-se e a terem atitudes muitas vezes humilhantes. Devo dizer que, na maioria dos casos não me deixo comover. O "profissionalismo", a encenação, a exacerbação das queixas e dos lamúrios levam-me sempre a pensar que há algo de desonesto naqueles apelos. Mais facilmente dou uma esmola a alguém que não pede mas que demonstra o seu desespero no mais triste olhar, do que aos histéricos com refrões perfeitamente estudados e ritmados, mais condizentes com uma feira do que com uma situação de desespero.
Exemplo máximo disto que falo ocorre no metro de Lisboa. Quem já andou e quem utiliza este meio de transporte concerteza que já se deparou com esta personagem. Cego (isso é certo), com um ar escanzelado mas surpreendentemente bem tratado, sinais claros (para quem trabalha na área) de toxicodependência. O refrão: "QUEM TEMA BONDADE DE M'AAAAAAUXILIAR?", repetido até à exaustão durante anos. Penso que esta é já uma personagem típica do Metro. Depois dele, outros surgiram com a mesma técnica o que levou o nosso cromo original a mudar de lenga-lenga, utilizando agora um rap ritmado e dançante com direito a acompanhamento rítmico da bengala nos ferros dos bancos!! O que me leva a desconfiar desta pessoa? Bom, já por várias vezes o apanhei a praguejar contra as pessoas (em surdina) por ninguém lhe dar dinheiro. E isto, meus amigos é, quanto a mim o pecado maior do mendigo: morder a mão que o alimenta, literalmente.
Contudo, existe uma excepção à regra. Quando eu era estudante de enfermagem, sem carro, sem casa própria, sem dinheiro, era cliente assíduo do Metro. Na estação do Rato estava sempre um outro cego, normalmente à saída do lado da estação da PSP. Este jovem tinha uma particularidade: tocava acordeão. Mas fazia-o de uma forma tão bela, com melodias tão tocantes e tão alegres que, fosse qual fosse o meu estado de espírito, melhorava sempre depois de o ouvir. E mais, a expressão na face daquele homem, plena de sentimento, num quase transe musical revelava que, aquela pessoa merecia melhor sorte que tocar no metro, para pessoas sem tempo e sem paciência para apreciar o seu trabalho. Pérolas a porcos, foi o que sempre pensei. A estas pessoas eu dou dinheiro, quase sempre, porque considero que elas estão a prestar um serviço que deve ser pago. Não é comum uma pessoa que pede ajuda, por desespero, conseguir alegrar o dia de alguém e isso é impagável. O homem merece mais do que uma simples moeda de um desconhecido. Outro exemplo. Paris, colina do Sacré-Coeur, vista lindíssima sobre uma parte da cidade. Um cenário lindíssimo e para dar a envolvência perfeita, um homem a tocar harpa! Se isto não é merecedor de uma recompensa, o que será?
É uma questão de inteligência. Há quem aborde a pobreza e as esmolas de uma forma negativa (a maioria) e algumas que o fazem pela positiva: tocam, cantam, dão espectáculos de rua, com marionetas, pintam o chão, fazem-se de estátuas, o que for, mas trabalham por um objectivo. Haverá algo mais deprimente e que cause incómodo e afastamento das pessoas que um homem ajoelhado no chão, no meio da rua, com os braços abertos e sem camisa, em pleno Janeiro? As pessoas fogem do que as incomodem, e isto incomoda.
Por isso, se por algum acaso encontrarem o rapaz do acordeão na estação do Metro do Rato parem por uns momentos, escutem a melodia e penetrem nas expressões faciais e corporais do Artista. Digam-se se não mexeu, de alguma forma, convosco. Se encontrarem alguém que traga um pouco mais de emoção, alegria ou outro sentimento qualquer ao vosso dia rotineiro e clonado dos outros todos, por favor, agradeçam a essa pessoa e ajudem-na. E muitas vezes ajudar significa apenas parar um pouco e dar-lhe alguns minutos de atenção!! Se, associado a isso surgir uma moedita, tanto melhor!!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Um bocadinho mais do McSleepy.

Ok, ok. Um desafio da Mariinha que consiste em revelar 6 particularidades que revelem algo mais sobre mim.

-Sei falar francês muito bem! Adoro ouvir e falar a língua. Também falo inglês bastante bem e adorava saber falar alemão e o máximo de líguas possível. Gosto de comunicar!

-Já estive junto ao lago e na estrada que aparecem na 1ª cena do último filme do 007, Quantum of Solace!

-Não sou grande fã de praia. 3 horitas de manhã e outras tantas à tarde é mais que suficiente!

-Sou um bocado picuinhas com o que uso nos pés. Confortável e com "estilo" são requisitos essenciais e, por isso ou estou muito tempo sem comprar ou gasto uma pipa de massa cada vez que compro.

-Detesto andar ás compras! Se gosto e posso comprar está o caso resolvido, não há cá mais voltinhas!

-Não gosto lá muito de ir acampar. Esse conceito de "andar com a casa ás costas" não me convence...

E é isto, um bocadito mais do McSleepy!

Era suposto passar este desafio... passo a quem por aqui passar e o queira fazer! Depois digam alguma coisa!!!

(Alguém me explica o que é uma mansarda??)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ainda o post do quadro branco (1 post abaixo deste).
Não. A nossa vida não é escrita pelo nosso punho. Pelo menos a minha não foi. Hoje, à beira dos 30 anos, tenho feito uma aturada retrospectiva da minha vida e chego a uma triste conclusão: praticamente tudo na minha vida foi forçado por alguém ou por um conjunto de circunstâncias. Isto foi, em parte causado por mim. Sempre fui um rapaz sossegado, educado, bom aluno, trabalhador e consciente das dificuldades que havia em casa. Em suma, o exemplo acabado do "bom filho", do "bom menino". E isso, em si mesmo não é mau. Não o seria se por um lado não me fizessem sentir o peso da responsabilidade e se, por outro eu não tivesse aceite essa responsabilidade. Ao longo de anos, desde muito cedo, abdiquei de muitas coisas em função de outros, e com elas sempre uma parte de mim. Sempre me fizeram acreditar que eu era maduro, adulto, responsável e que estava preparado para assumir responsabilidades condizentes com esse estatuto. E eu acreditei que estava e aceitei. Hoje sei que não estava. A minha adolescência foi baseada numa falsa maturidade e eu senti esse peso. Hoje vejo que não vivi a minha adolescência. Adoro música e nunca fui a um festival, nunca arrisquei nada, nunca fui espontâneo. Sempre achei que outros valores se sobrepunham, que tinha uma reputação a manter. Eu era o irmão mais velho, o primogénito, o orgulho dos pais, o aluno aplicado, o bom desportista, o capitão da equipa de futebol da terra, o promissor. Sinto falta da adolescência que não vivi, das experiências que não tive, de tudo o que não experimentei e hoje, com 30 anos, sinto que isso é uma lacuna na minha formação e que não vou poder transmitir essas experiências ao meu filho, como um bom pai deve fazer.
E profissionalmente? Bom, sou enfermeiro porque sim. Nunca tinha pensado nisso, não era profissão na qual tivesse pensado. As circunstância forçaram-me nesse caminho. Se gosto do que faço? Sim, tem dias (hoje não é um deles) mas consigo imaginar-me a fazer dezenas de outras coisas bem diferentes. Sinto que estou sempre a ajudar alguém, a amparar alguém, a escutar alguém. E tristemente, algo em mim me força a ser assim, mesmo quando já não tenho mais nada a oferecer. "Sempre apanhados na curva" como diz a M. Quero ser egoísta, não quero mais saber dos problemas dos outros, da vida dos outros. Estou farto de pessoas doentes e negativas, farto de dores e infecções, farto.
A minha força contudo está nas únicas coisas que são da minha inteira responsabilidade, aquelas que escolhi conscientemente e que foram por mim construídas: M. e G., minha mulher, companheira e amiga de muitos anos, que me equilibra, me ilumina em tempos de trevas, que me amacia as mágoas, a quem eu devo muito do que sou hoje e o meu filhote, a Luz. E talvez isto queira dizer algo. Construí este blog com base numa ideia principal: tinha de ser um espaço de ondas positivas, de bom humor, leve e de fácil digestão. Mas ele tornou-se em algo mais, num espaço onde eu despejo algumas das minhas frustrações. Esta foi uma delas. E há algo de libertador em publicar isto na blogosfera, como se libertasse ao vento as cinzas de um velho corpo cremado, sem rumo nem destinatário.
Volto quando tiver algo de positivo para dizer.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

The Spiderman is having in for dinner tonight...

Se tivesse que escolher A música seria esta. Boa noite...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Não é normal... isto não me está a acontecer!!!

Imaginem que querem mudar de vida, profissionalmente falando. Imaginem que essa mudança depende dos "Sim" de 4 senhores administradores praticamente inacessíveis. Imaginem que, com muito custo, conseguem um compromisso verbal (não vinculativo mas promissor) de todos estes senhores que nenhum deles me vai "cortar as asas". Imaginem que um destes senhores, por sinal, a peça-chave, o senhor da última palavra vai ser substituído por outro senhor antes do meu processo estar concluído. E imaginem que o seu substituto é uma das pessoas mais insensíveis e burocráticas que alguma vez conheci.
É caso para dizer:
AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!
Por esta é que não esperava.... se as coisas correrem bem, mesmo depois deste revés...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Então muito bom dia!

Balneários. Uma grande parte da minha vida foi passada em balneários. Desde a infância, nos balneários do clube de futebol da terra onde joguei dos 8 aos 18 anos, até ao curso de enfermagem quando vivi numa espécie de residência universitária onde não haviam WC nos quartos, mas sim um balneário que servia cerca de 50 pessoas e depois nos ginásios e piscinas por onde vou passando.
Nesse tipo de ambiente apanha-se de tudo. Desde os homens que só tiram a toalhinha da cintura mesmo antes de entrar para o chuveiro, aqueles que entram vestidos nos chuveiros "privados" (individualizados e com porta fechada) e aqueles que andam com a toalha ao ombro. Orgulho-me de pertencer ao terceiro grupo. Esta minha "costela naturista" contudo, já me colocou em algumas situações... digamos, pouco ortodoxas!
Certo dia, em casa dos meus pais, pleno verão, andava em pelota pela casa (estava sozinho) depois de um banhinho que não afastou o calor que nos assolou nesse dia. Acontece que a casa dos meus pais fica num primeiro andar, numa rua estreitíssima lá da aldeia e eu, habituado que estava ao meu 9º andar sem vizinhos em frente, nem me lembrei de fechar as cortinas ou estores. Então, vem o espertinho do McSleepy à varanda (ainda por cima daquelas cuja protecção são umas gradezitas) apanhar alguma roupa do estendal e depara-se com a vizinha da frente!!!
Eu:"Ahhhh..."
Vizinha:"Olá menino McSleepy!! Há muito que não o via! Os seus paizinhos como vão? E a sua mulher? Ouvi dizer que já casou, tem que encomendar um menino! É enfermeiro não é? Pois olhe que eu tenho aqui umas dores nas cruzes... ando a tomar umas injecções que não fazem efeito nenhum."
Não sei se ela se apercebeu que a minha indumentária era nula e acho que ela vê muito bem, mas asseguro-vos que me senti mudar de cor, tipo camaleão para um vermelho intenso e juro que o termómetro subiu naqueles segundos de conversa (bem, conversa não porque eu limitei-me a grunhir uns monossílabos incompreensíveis!) mas o que mais me incomodou foi: que posição adoptar? Colocar as mãos nas "jóias da coroa"? Muito comprometido. Coloca-las à cintura? Demasiado descontraído, quase debochado. Cruza-las ao peito? Muito macho man. Enfim... aqueles segundos pareceram horas e juro, juro que percorri todas aquelas posições durante o interrogatório da senhora da frente. Acho que ela não deve ter comentado com ninguém porque, caso contrário o "telefone árabe" rapidamente teria informado pelo menos um dos meus distintos progenitores!!!
Mais recentemente, numa piscina municipal onde vou "dar umas braçadas" para manter estas belas formas arredondadas, eu estava num dos vários sectores desse mesmo balneário e eis que, quando saio para o corredor de acesso aos chuveiros, me deparo com uma fila de meninos da escola primária que iam para uma aula de natação. Risinhos mas ou menos comprometidos. Penso que deve ser engraçado para eles ver assim tão perto um adulto completamente nu, ainda por cima numa idade onde se começa a descobrir o "corpo sexual". Dirijo-me aos chuveiros e, ao levantar o olhar do "rés-do-chão" onde se encontravam os miúdos... PUMBA, dou de caras com AS DUAS EDUCADORAS que estavam a acompanhar os putos.
Microssegundos de hesitação... reparo nos sorriso "à la Mona Lisa" nas suas faces, os braços cruzados ao peito numa atitude claramente provocatória de quem afirma: "Foste apanhado!".
"Recuo?" penso. "Não, avanço!"
Troco a toalha de ombro, "Bom dia! Dão-me licença que passe?" (o corredor é estreito e elas estão lado a lado). Dirijo-me para os chuveiros com ar triunfante depois de observar a mudança das suas faces para um misto de surpresa e indignação e penso que, caramba, é o balneário masculino, elas é que estão mal!!! Tomo a minha chuveirada, com calma, demorando-me. Afinal está tudo visto e revisto e olhar não tira bocados e, sabem que mais? Elas continuaram a olhar até que me voltei a cruzar com elas na volta e disse: "Então muito bom dia!"

Ofensa!!

Diz o Gates português, o Sr. Belmiro de Azevedo que se Portugal continuar a gastar desta maneira, vamos brevemente tornar-nos num país de nível africano. Eu acho que o senhor tem razão, que assim não vamos a lado nenhum mas, ó senhor Belmiro, não havia necessidade de ofender os africanos!!! Acha mesmo que eles gostam de ser comparados com uns desgraçadinhos como os portugueses?
(Lá se vai o negócio dos hipermercados lá em África!!)

O Starbucks não é só café.

O Starbucks, que iniciou a sua invasão a terras lusas e, cheira-me, vai crescer tanto que vai enjoar, é um sítio que eu gosto. O café é bom, o ambiente é requintado, os bolos são melhores ainda que o café, a música ambiente é muito agradável e, porque os preços são um pouco acima da média, acaba por ocorrer uma espécie de "selecção natural" dos frequentadores. Mas bom, dizia eu, (ainda) gosto de ir ao Starbucks.
A primeira vez que fui, no entanto, houve um pequeno pormenor que me chamou a atenção.
-"É um Caramel Machiatto, tall, e um muffin supremo de chocolate, por favor."
-"Qual é o nome?"
-"Desculpe..."
-"O seu nome por favor..."
-"Ahhhh... McSleepy."
-"UM CARAMEL MACHIATTO E UM MUFFIN SUPREMO DE CHOCOLATE PARA MCSLEEPY!!!" (isto acompanhado de um salto que eu dei!!)
-"É só aguardar por favor. Obrigado"
Aguardo e...
-"MCSLEEPY!! PEDIDO PARA MCSLEEPY!!"
Duas pequenas considerações que me ocorrem. Em primeiro lugar: mas o que é que o resto da loja tem a ver com aquilo que eu vou comer? Já estou mesmo a imaginar os comentários: "Já estás pouco gordo e ainda vais mamar essa tonelada de chantilly e essa carrada de chocolate?!!?" Eu sei que isto é factual porque é um pequeno passatempo que gosto de fazer enquanto espero pela minha vez.
Em segundo lugar, não posso deixar de pensar que o Starbucks deve ser o local ideal para a prática do... engate!!! Vejamos, o ou a engatatão (ou o seu equivalente feminino) já sabem à partida duas coisas acerca do engatado: o nome e o que está a beber!! E isso abre inúmeras estratégias de abordagem!!
-"Olá Virgulina... desculpe, estava a observar e não pude deixar de memorizar o seu nome. Exótico, por sinal! Mas bonito. Aliás, faz jus á pessoa que nomeia!! O meu nome é Sleepy, McSleepy! Encantado!!!"
-"Olhe... McSleepy, não é? Antes de mais devo dizer-lhe que o seu nome é, no mínimo... parvo. E depois... não lhe parece que já está demasiado gordo para ingerir esse muffin?"
Pois...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Coisas de homem que as mulheres nunca compreenderão.

Homem que é homem mija de pé. Ponto final. A única excepção a esta regra acontece quando acontece uma mijadinha em simultâneo com as tais conversas com o Sr. Intestino.
Uma colega de trabalho dizia-me que o seu filho, de 4 aninhos, faz xixi sentadinho na sanita e é incapaz de o fazer de outra maneira. E fora de casa, baixa-se como as meninas. Dizia isto com inegável orgulho estampado na face. A minha dúvida prende-se com o porquê deste orgulho: seria orgulho no filho por ser "limpinho" ou nela por ter (por enquanto) conseguido domar um instinto puramente macho? Tendo mais para a segunda hipótese. Resta dizer que este menino vive sozinho numa casa com 5 (!!!) mulheres, mãe e tias, o que explica o facto.
Mas esta minha colega não é a única com estas ideias, longe disso. Tenho o privilégio de partilhar a casa com uma defensora dos direitos das mulheres (e, já agora também dos animais, o que é semelhante!) e que tentou, em vão diga-se que EU adoptasse esse comportamento anti-natura. Sou um tipo liberal, não tenho problemas com a homossexualidade, o consumo de drogas leves, o absentismo sexual, o bestialismo, os eremitas e até tolero os benfiquistas em geral mas, mijar sentado.... ISSO NUNCA! Será que não percebem que isso é um comportamento social entre os homens que encerra um determinado conjunto de regras a cumprir? Claro que não, ora essa... são gajas. Só quem nunca sentiu o ambiente numa casa de banho pública, com os urinóis todos alinhados, significando a ordem que deve ser cumprida naquele local, é que pode pedir a um homem que urine sentado. Por exemplo, num WC público nunca nos colocamos no urinol livre entre dois homens, a não ser que este seja o único e a vontade seja já insuportável. Olha-se sempre em frente, mesmo se estivermos a conversar com o parceiro do lado (os publicitários perceberam isto e colocaram anúncios por cima dos urinóis!). A alternativa a olhar em frente é olhar para baixo e contar quantos buracos tem o sifão do urinol. O que vai acontecer a este menino quando for já adolescente e romper uma destas regras?? Será, com certeza ostracizado do seio do seu grupo de machos, passando a ser uma espécie de pária que fica com os restos dos outros.
É por isso que eu NUNCA vou permitir que o meu filho, meu querido filho, urine sentado!! Vou constantemente boicotar a doutrinação feminista aplicada pela M. nesta matéria demonstrando orgulhosamente ao meu primogénito como um verdadeiro homem urina em pé!! Afinal quais são as vantagens de urinar sentado??? Não urinar em cima da sanita? Umas pinguitas insignificantes e inócuas não são argumento para privar um rapaz de uma série de comportamentos sociais, tornando-o num handicaped no mundo dos machos!
E há uma coisa que me intriga acerca dos homens que mijam sentados. Como é que eles limpam os resquícios de urina que teimam em permanecer na uretra? Penso que deve ser com papel higiénico como fazem as meninas. Mas vocês imaginam o que é um homem ser visto a limpar o seu pénis com papel higiénico??? Lá estou eu... CLARO QUE NÃO!!! Homem que é homem, após terminar a sua mijadinha sacode vigorosamente o seu pénis até este ficar seco e se, por algum acaso alguma pinguita molhar a roupa interior, essa mancha será usada como um orgulhoso sinal da nossa masculinidade!!!
Tenho dito.