sábado, 30 de maio de 2009

Descanso.

Férias! Vacances! Chamem-lhe o que quiserem mas nos próximos 15 dias as minhas prioridades são: disfarçar o bronze "à camionista" e passar o máximo de tempo possível "de molho". Adeus e até ao meu regresso em força no dia 15 de Junho!!
Stay tuned...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Surprise, surprise!!

A nossa imaginação é prodigiosa! A ideia que temos de pessoas que não conhecemos pessoalmente mas que, de uma forma ou de outra fazem parte da nossa vida é influenciada por vários factores. Quem de nós não imaginou a namorada/o de um amigo/a, não decidiu que essa pessoa seria alta e esguia, de olhos claros e com uma simpatia moderada e depois nos apresentam alguém moreno, não muito alta e super afectuoso? Ou o contrário!!
É um bocado como as personagens de um romance que é adaptado ao cinema!! A mim, o que mais me marcou e serve sempre como exemplo, foi a adaptação do "Harry Potter" ao grande ecrã. A primeira vez que vi o actor que dá vida ao professor Snape fiquei esmagado!! Porque não podia ter imaginado personagem mais diferente! A sua descrição e o relato das suas perseguições, aliado ao seu passado criminoso, fez-me imaginar alguém mais negro, mais obscuro e maquiavélico. Achei que aquele Snape era um bocadito histérico!!!
Enfim, tudo isto para dizer que hoje conheci alguém de quem já tinha ouvido falar muitas vezes, e de quem já tinha construído uma imagem com base em relatos indirectos. Essa imagem que construí também estava errada, mas a nova e real imagem foi uma agradável surpresa.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Eu tenho o poder!!

Estou no trabalho desde as 8h. Entre cuidar dos doentes e das rotinas do(s) serviço(s) já tive a reunião com o formador, combinei os turnos a cumprir em Junho e li (na diagonal e com várias interrupções para trabalhas, que é pró que me pagam, não para estar calmamente sentado a ler manuais de diálise!!) cerca de 1/4 do material teórico total. Neste momento estou cansado de ler e fartinho de trabalho. Pausa só para ver o ambiente virtual e para partilhar um dos meus pequenos prazeres profissionais: abcessos!
Adoro quando aparecem abcessos para drenar!! Dou saltinhos de contente! É como espremer borbulhas mas com dimensões elevadas à 10ª potência. Hoje um daqueles abcessos lindos... Ocupava toda a zona perineal, desde o anús até à base dos testículos. E lá estava ele, estumescido, pele tensa e brilhante. Toquei-lhe e estremeci... estava mole, madurinho, pronto para a colheita. Preparei o anestésico e o bisturi... uma "sprayzada" do líquido frio e anestésico e... ZÁS!!! Um corte rápido e preciso!! O pús amarelo-esverdeado jorrava sob tensão daquela porta de saída que criei, qual salvador do pús oprimido, misturado com sangue impuro. Apertei as margens do quisto e mais, e mais pús saiu das profundezas impuras do corpo humano. Ri histericamente para dentro do meu ser. "Sim, sim, SIM!!!! AH, AH, AH, AH!!" estava possuído pelo poder de libertar aquela malignidade. Parei quando o doente começou a trepar, literalmente, pela parede à sua frente. A dor, essa inominável besta, vencia-me... Deixei por terminar o meu belo trabalho mas encaro o amanhã com esperança e ansiedade pois nova experiência extasiante me espera, à hora marcada para novo tratamento. Resta-me o odor sugestivo que se colou bem fundo nas minhas narinas para acalmar tanta excitação.
Ah... as sensações que estas mãos conseguem arrancar dos meus doentes...

Só espero que valha o esforço...

Curso de Diálise. 240 h de formação a dividir por 30 turnos de 8 horas. Cerca de 60 h de trabalho semanal a dividir por dois locais de trabalho. Dois manuais para empinar nos próximos 15 dias. Não estranhar se eu andar desaparecido.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Triste.

Triste não foi o Man. United ter perdido. Triste foi ver aquela equipa recheada de estrelas a arrastar-se pelo campo, a falhar passes, a dar o terreno ao adversário. E o Barcelona, que fez um GRANDE jogo, merecia melhor adversário. Estou triste pelo CR7. Apesar de achar que ele não devia falar em público, ele é para mim o melhor jogador do mundo. É muito mais completo que o Messi. E ele, hoje, merecia melhor equipa.

Dicas como deve ser.

Ele há realmente blogs com muito bom gosto!! Então não é que existe um blog que, entre outras coisas bem interessantes, elege um blog alheio e lhe dá destaque numa das suas rubricas?? Pois é... adivinhem lá quem está em destaque nesta semana?
Obrigado à Sofia e a toda a equipa do "Massa Crítica"!!!

Sobre o lamentável caso da menina russa...

O que me apraz dizer é que ponderávamos ser uma família de acolhimento. Com este e tantos outros exemplos de lamentáveis decisões puramente jurídicas e pouco ponderadas, a motivação vai-se e as reservas aumentam. Se é para isto, para que servem as campanhas para angariar famílias de acolhimento?
Ah! Só mais uma coisinha... Exmo. Sr. Dr. Juiz (com todos os títulos a que tem direito, que eu não quero ser mal- educado) do Tribunal de Guimarães que decidiu o "caso Alexandra": vá-se foder!!
Com todo o respeito.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Praxadela

Ainda estou para perceber como é que acabei a fazer o toque rectal a um doente.

Toque rectal: enfiar um dedo... bom, para bom entededor...

Dinamização do tempo.

Há quem lhe chame paixão pela leitura. Se forem leitores deste blog sabem que o meu intestino é, como dizer... caprichoso! Assim sendo, o meu intestino tem-me bem domesticado sabendo que eu sei e não falho com os horários que ele estabelece. Seja em casa ou noutros locais, ele exige sempre muita atenção pelo que posso passar algum tempo no chamado "trono". Vamos a contas: 30 anos são 10950 dias (sensivelmente!). Se em cada um destes dias perdi 15 minutos no trono (em média, claro) são 164250 minutos, o que é equivalente a 2737,5 horas, ou seja, 114 dias!! Cerca de 4 meses é muito tempo para desperdiçar só a cagar!!!

Eu dinamizo esse tempo. Na maioria do tempo leio. Normalmente o livro que estiver a consumir no momento. Se esse não estiver disponível vai o que estiver à mão: revistas sérias ou cor-de-rosa, jornais, catálogos da La Redoute. Não importa se já li aquilo ou não, tenho é que levar algo. Se não estiver a ler nada em especial, percorro a minha colecção "Calvin & Hobbes" e escolho um volume ao acaso! Estou certo que ficarei sempre satisfeito! Mas também já aproveitei esse tempo para outras actividades. Quantas vezes acabei o jogo "SuperMarioLand" no velhinho Gameboy original. Quando andava a aprender a tocar guitarra, esses tempos foram essenciais para atingir o nível pretendido! O único senão era o arrepio da guitarra fria quando em contacto com a perninha ao léu. Aquilo é que era inspiração... (nada do trocadilho óbvio de "inspiração de merda" ok?). Também já ouvi muita música nestes tempos, com o walkman, o discman e, mais recentemente com o iPod. Na verdade, é bem visível a evolução da sociedade através do que se faz entre aquelas quatro paredes. Esse tempo é fundamental na maturação da personalidade e da educação de um indivíduo.
Em que outro local se pode ficar informado acerca da dureza das águas e da sua distribuição pelo país? Dos componentes do detergente para a roupa ou dos produtos de higiene corporal? Dos magníficos textos que se escondem na bula dos medicamentos (quem sabe não foi isso fundamental para a minha escolha profissional.)? Da localização dos representantes e fabricantes do WC Pato por essa Europa fora? Do facto que o papel higiénico não é, de facto papel mas sim celulose? É um mundo de possibilidades. Nos locais públicos, onde a escolha é escassa e os textos escritos na porta do WC são de consumo imediato, opto por coisas mais lúdicas como brincar com aquele joguinho do telemóvel onde se tem que comer ovos com a serpente que cresce sem parar! O que interessa é dinamizar esse tempo e, no fim, carregar no Brise, Brisa Marinha. O único problema é ficar com uma das pernas dormentes e quase cair quando nos levantamos!! Mas quando se atinge a veterania, como eu, até isso se torna um hábito.

Currículos

Acabei de fazer o meu Currículo. Nunca tinha feito nenhum, nunca tinha sentido essa necessidade. Quando eu acabei o curso tinha já emprego em vista. Na verdade, assinei contrato ainda como aluno e comecei a trabalhar no dia imediatamente a seguir a terminar o estágio final. Uma semana depois arranjei um 2º emprego noutro hospital. Era facílimo trocar de emprego. Se não estávamos satisfeitos, trocava-se de emprego de um dia para o outro! Hoje corta-me o coração quando sei de colegas enfermeiros recém-formados que estão no desemprego ou nas caixas do Continente. Ou então trabalham em condições deploráveis e pagos a metade do tabelado por lei. É a época do recibo verde e da prestação de serviços.
Ao fazer o meu currículo apercebi-me de duas coisas essenciais:
- tenho trabalho. Muito trabalho! Já passei por algumas instituições, já tenho alguma experiência, tenho armas para lutar por um "lugar ao sol".
- Por outro lado, não fiz ainda muitos cursos de aperfeiçoamento profissional. Por várias razões. Porque a maioria são vazios de conteúdo prático, sendo mais "verbo de encher" currículos e os bolsos dos formadores e porque não tenho disponibilidade financeira nem tempo para realizar as que valem a pena.
Estes dois factores, que se deviam complementar, estão em conflito. Por um lado experiência profissional e competências baseadas na prática e, por outro, conhecimentos teóricos adquiridos em cursos de profissionalização. Estes cursos deviam servir para sedimentar a qualidade da prática clínica mas não o fazem. Neste momento, a maioria das pessoas que trabalham não tem disponibilidade para os frequentar e esses cursos estão agora pensados para serem "papados" por enfermeiros novinhos que, não tendo trabalho, querem enriquecer o currículo. O que acontece? Temos enfermeiros muito novos e sem experiência "no terreno" a ser preferidos face aos "velhos guerreiros" da luta diária (como é o meu caso). Nunca na vida me tinham pedido um currículo mas, estando eu a concorrer para um lugar de formador profissional apenas com a minha experiência e um curso de formador (CAP) como é que raio vou competir com um puto que tem carradas de cursos e pós graduações, apesar de nunca ter dado uma injecção na vida?
Cheira-me que algo aqui não está a bater certo...

sábado, 23 de maio de 2009

Elogio ao rafeiro.

Pois foi. No último post revelei que tenho um cão. A Banita e a Socas mostraram-se surpreendidas pelo facto de eu ser o dono do bicho e querem ver fotos. Pronto, cá vai.
O fulaninho peludo que vêm aqui à direita estava deitado à porta do prédio onde vivíamos na altura. Estávamos em Fevereiro de 2005. Chovia e fazia frio e o desgraçado teimava em não sair de cima do tapete fazendo aquele olhar que vêm, com as orelhas descaídas. A Mariana andava a cortejar-me para que adoptássemos um cãozinho e eu percebi na hora que aquele rafeirão enorme iria dormir lá em casa naquela noite. Esta foi a primeira foto que temos dele.
Não quis comer mas dormiu a noite toda. "Ao menos é sossegado." pensei. Mas não, estava apenas cansado.

Na altura estávamos de férias pelo que passámos bastante tempo com ele. Pensámos como iríamos chamá-lo, que nome se adequaria a ele. Como foi adoptado por uma família que iria tratá-lo bem concluímos que era um sortudo. Assim, Baptizámo-lo como "Gastão", em homenagem à personagem da Disney, o pato Gastão primo do Donald e que tem sempre a sorte do seu lado. No início estranhou e andava um pouco desconfiado, mas logo começou a ganhar confiança e a revelar a sua verdadeira personalidade. Mas precisava urgentemente de um banho. Já tentaram dar uma chuveirada a um cão com cerca de 30 kg que não gosta de água? Só se viam patas e braços pelo ar, o chuveiro a molhar toda o WC e, quando finalmente se libertou fugiu para o corredor onde se sacudiu da água vigorosamente. As paredes eram brancas...
Depois habituou-se e gostava de vir à varanda do 9º andar e ladrar para os transeuntes. Cedo se revelou um brincalhão.
Acabaram-se as férias e começaram os problemas. No primeiro dia em que tentámos sair de casa sem ele foi um desastre!! Ladrava, uivava e elevava-se nas patas traseiras tentando esgravatar a sua saída através da porta de casa!! Por esta altura já a Mariana estava desesperada e eu a passar-me com o animal. Penso que ele nos proporcionou a nossa primeira experiência de paternidade, uma vez que ele nunca podia ser deixado sozinho e obrigou-nos a arranjar um esquema de turnos para tomar conta dele!!

Inevitavelmente, chega o dia em que nenhum de nós podia ficar com ele. Solução? Um de nós tinha de o levar consigo!!! Adivinhem lá a quem calhou a sorte de levar companhia para o emprego? Aqui o menino lembrou-se que havia um local sossegado no exterior do hospital, com uma sombrinha e abrigo, onde o Gastão podia ficar preso. Toca a enfiá-lo no carro e arrancar. Ele adorou andar de carro (ainda hoje gosta!) mas não sabia o conceito de ficar quieto na mala. Nada disso! Saltava para o banco de trás e apoiava a sua cabeçorra malcheirosa no meu ombro!! Nesse mesmo dia, no seu primeiro passeio, percebeu que não era muito prudente ir de pé no banco de trás quando, numa travagem de emergência ficou enfiado no chão do carro, entre os bancos de frente e de trás!!! Mas lá que continua a gostar de andar de carro, disso não há dúvidas!
Contudo, o seu temperamento rebelde e o facto de se estar a tornar insuportável (principalmente para mim, confesso) o facto de ele ser incapaz de ficar fechado em casa, levou-me a tentar encontrar uma solução que fosse a melhor para ambos. Tentei tudo, desde canis municipais, associações privadas, anúncios para adopção, tudo!! A única instituição que aceitava receber o Gastão era um canil de abate. Fui lá... mas voltei com o cão. Entretanto trocámos de casa. Uma vivenda. O espaço exterior era o ideal para ele e, penso, foi isso que salvou a nossa relação. A sua energia era dispersada no jardim e não dentro de casa e isso levou a que eu o tolerasse melhor. O Gastão é um cão meigo e inofensivo, mas a sua energia, alegria e tamanho fazem com que se torne inconveniente. É o tipo de cão que salta para cima de nós só para dizer olá, que tenta lamber-nos a face enquanto caminhamos, que corre na nossa direcção e não trava nem se desvia, que derruba tudo no seu caminho. É alucinado e tem ar disso!

Com os anos ele tem acalmado. Aprendeu algumas coisas, como sentar quando lhe mando, mas continua um verdadeiro brincalhão! Adora correr livre, coisa que não faz muito desde que foi atropelado (ficou tudo bem), foge de casa sempre que tem oportunidade mas já aprendeu o caminho de casa, muito embora só volte quando quer!! Continuo a ficar lixado com ele quando me salta para cima logo pela manhã quando saio para o trabalho e me suja a roupa lavadinha com uma das suas patorras mas, no fundo, gosto dele. E sei que ele gosta de mim, ou não se teria enfiado comigo na cama (e digo mesmo por baixo dos lençóis!) na primeira vez que ouviu fogo-de-artifício e se assustou!! A Mariana adora-o. Acho que a alegria dele a contagia e a faz sentir-se bem! E depois, ela adora animais e preocupa-se muito com eles. Eu? Bom, eu tenho uma relação de amor-ódio com ele. Gosto muito dele mas, por vezes apetece-me espancá-lo!! Submisso como é, o Gastão provavelmente aceitaria o espancamento e ainda me lamberia as feridas no fim. É um bom cão, só é pena cheirar tão mal!!!!


PS: sobre esta última consideração a Mariana provavelmente diria: "Olha! Tu também cheiras mal e eu continuo a dormir contigo! Por isso, aguenta-te!"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

São os loucos de Lisboa...

O que é que leva um homem com dois empregos, uma mulher, um filho, um cão e um blogue a meter-se numa formação de cerca de 300 (!) horas a realizar nas (poucas) folgas que ainda tem?
É a pura da loucura...

Eyes Wide... open?


HÁ MUITO QUE OS OBSERVO...
O olhinho com laivos de sangue raiado que vêm não é raiva, nem fúria, nem nenhuma moléstia como conjuntivite. São olhinhos de quem dorme menos do que devia... está um pouco desfocado mas garanto que aquele sombreado por baixo é olheirite e com vontade descortinam-se também as ruguinhas do cansaço... e é tudo.
(Porque que este post dá a impressão de ter sido escrito por uma gaja...?)


A Parentalidade (como agora se chama) visto pelo lado de um homem...

Ontem li este post e lembrei-me do que senti quando estive nessa situação. Sim, meus amigos, eu gozei 120 dias de licença quando o Gabriel nasceu. Os primeiros 2 meses em conjunto com a Mariana (entre licença por nascimento, 5 dias na altura, atestado de apoio à família e alguns dias de férias lá consegui os dias!) e os dois outros meses como Pai a 100% (isto porque, por razões parvas e que não interessam, a Mariana foi forçada a abdicar...). Confesso que foram os melhores meses da minha vida!! Neste momento sinto-me legitimado a reclamar também para mim aquele elo de ligação forte que é a ligação mãe-filho. Porque eu amamentei o meu filho (biberão é certo) e senti as dificuldades dele na adaptação à tetina de borracha, senti o seu desconsolo quando percebeu que não estava a mamar directamente da fonte, acompanhei a tristeza da Mariana quando saía pela manhã, congelei leite, esterilizei biberons, mudei muitas fraldas, acompanhei muitas cólicas. Mas também adormeci com o meu filho no meu peito, assisti ao seu primeiro sorriso, senti as suas pequenas mãos a descobrirem a minha face, tomei banho com o meu filho, escolhi a sua roupa, passeei com ele nos jardins e nos centros comerciais onde só vi mulheres com os seus filhos. Fiz tudo isto e garanto-vos, se tiver oportunidade, falo-ei outra vez!! Contudo, devo dizer que a melhor maneira de viver estes meses é a dois. Porque muito embora tenha sido muito compensador todo esse tempo que passei com o Gabriel, sentimos sempre muito a falta da Mariana...
Por isso não percebo a relutância (resistência?) de tantos homens em reclamar um direito que lhes assiste. Não percebo a resistência dos patrões em aceitar esse direito e as perseguições feitas (quando pedi os dias, o Director mandou o processo para análise jurídica para confirmar que eu tinha mesmo esse direito!!!), e não aceito que me digam que "é função da mulher"! A mulher deve estar todo esse tempo com o seu filho, mas deve ser concedido ao pai a oportunidade de a substituir sem se sentir perseguido e sem sentir que essa decisão o pode prejudicar. Mas este é assunto para dar um post bem longo.
Assim, percebo a angústia da Naná face ao regresso ao mundo real, do trabalho. É que custa com'ó caraças!!! Coragem!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ó pra mim armado em crítico literário...

Como devem ter reparado, mudou a imagem do livro ali, do vosso lado direito. Pois é, lá acabei o "Kafka à beira mar" de Haruki Murakami. O que me chamou a atenção neste livro foi o título. Depois, um autor japonês? Hmmm... como a cultura japonesa é "outra loiça" decidi arriscar. Não estou arrependido! Murakami tem jeito para a coisa e o livro tem muitas referências a livros, músicos e músicas, filmes, pintura, história, filosofia. E depois tem um velhote que não sabe ler mas fala com gatos e faz chover peixes e sanguesugas, um rapaz chamado corvo, um puto com 15 anos que pensa e fala como se tivesse 50, um transexual, fantasmas, soldados japoneses da 2ª Guerra Mundial que não envelheceram, o Johnnie Walker (esse mesmo, "red label) e o velhote que é a imagem do Kentucky Fried Chicken (KFC, o Coronel Sanders) e muito, muito mais!
Para quem gosta de BD japonesa e de filmes como "A Princesa Mononoke" ou a "Viagem de Chiiro". Eu senti que estava a ler o argumento de qualquer um desses filmes! Agora vou experimentar outros livros do sr. Haruki.
Mas por enquanto vou descobrir os podres do Darwin...

Duras negociações...

Face à minha insistência para que o Sr. Criativo volte ao trabalhinho (porque a produção está parada e eu tenho bocas para alimentar), diz ele que "mais vale não escrever nada do que nada de jeito!". Porra...

terça-feira, 19 de maio de 2009

STAND BY...

O Sr. Espírito Criativo, responsável pela manutenção da qualidade dos textos públicados neste espaço, está de greve e ameaça demitir-se. Queixa-se que as condições em que foi contratado se alteraram e quer uma revisão contratual. Sem ele não há "Cheirinho a éter...", quando muito haverá cheirinho a bosta. Adiante... o responsável deste blog esté em negociações com o Sr. Espírito Criativo na esperança de este voltar a executar as suas tarefas ao mesmo nível a que já nos habituou. Assim, este espaço estará em manutenção criativa por tempo indeterminado. Desde já apresentamos as nossas desculpas, voltaremos logo que possível.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lembrete a mim mesmo nº2

Erradicar palavras tais como paneleiro, maricas, roto, viado e qualquer outra variação das mesmas do meu vocabulário. Algumas pessoas consideram-nas altamente ofensivas. E hoje aprendi uma importante lição acerca das relações entre as pessoas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

À mulher de César não basta sê-lo...

Eh pá, nunca pudemos ser apanhados!! Como dizia um professor meu: "Vocês são umas bestas mentecaptas, é um facto. Contudo, o que conta é o resultado final do exame, mesmo que seja a copiar. Vocês podem até copiar, não é crime, não podem é ser apanhados." Acontece que esta mente genial, conhecida por levar 9 em cada 10 alunos a exame e por ter a mania de se gabar disso mesmo, foi apanhado na curva por um grupo de 4 alunos que lhe sacaram o teste. O fulano andou o resto do ano a matutar como é que raio ninguém tinha chumbado!! E mais, sendo a nota máxima que ele admitia o 14, como é que toda a gente da turma tinha sacado do 16 para cima! Mas isso é outra história...

Enfim, a lição a tirar é: nunca devemos dar parte de fraco! Exemplo: um doente aparece com uma doença que nós até já ouvimos falar, mas não conhecemos bem. Para facilitar digamos que o doente vem com uma hipertensão e coloca a seguinte questão: "Sr. Enfermeiro, o que é que causa a hipertensão?" Há uma frase chavão que é infalível:

- Como deve saber, o corpo humano é muito complexo pelo que essa situação pode ser resultante de uma multiplicidade de factores, pelo que é difícil isolar apenas uma causa.

Depois é fazer um discurso aparentemente estruturado e científico onde constem palavras como "sintomatologia multifactorial", "origem idiopática ou iatrogénica", "evolução insidiosa", "assintomático", "síndroma", "beta-bloqueantes", "anti-hipertensores", etc, etc, etc...

Garanto-vos que, na esmagadora maioria dos casos, as pessoas ficam impressionadíssimas e com a certeza que estão a ser cuidadas por um profissional diferenciado e altamente qualificado. E fala a voz da experiência.

Lembrete a mim mesmo nº1

Observar bem as situações antes de abrir a bocarra.

(Chatice ter um língua mais rápida que o raciocínio...)